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Economia e Emprego

Acordo sobre venda de milho à China garante R$ 4 bi ao Brasil

COMÉRCIO EXTERIOR

Protocolo assinado nesta 4ª feira (6), em Cantão, integra iniciativa para aprofundar parcerias estratégicas entre os dois países
publicado: 06/11/2013 17h22 última modificação: 30/07/2014 00h32
Divulgação/MAPA Ministro da Agricultura, Antônio Andrade, participou juntamente com o vice-presidente Michel Temer, do Fórum de Macau

Ministro da Agricultura, Antônio Andrade, participou juntamente com o vice-presidente Michel Temer, do Fórum de Macau

O governo brasileiro assinou, nesta quarta-feira (6), um protocolo de entendimento para exportação de milho para a República Popular da China. A assinatura do documento garantirá R$ 4 bilhões com a venda do grão do Brasil ao país asiático. O protocolo foi assinado pelo vice-presidente brasileiro, Michel Temer, e o vice-premiê chinês, Wang Yang, durante a Terceira Sessão Plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), que está sendo realizada na cidade de Cantão, no sul do território chinês.  

“O protocolo que assinamos hoje amplia o leque de produtos de alta qualidade e de preço competitivo que o Brasil pode propiciar à China”, comemorou o vice-presidente, que chefiou a comitiva brasileira. “A exitosa jornada de trabalho que hoje cumprimos renova minha confiança no futuro de nossas relações”, completou.

Segundo o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, que também integra a comitiva brasileira, o volume anual de milho exportado para a China chegará a 10 milhões de toneladas. As exportações brasileiras de milho no ano passado foram de 19,8 milhões de toneladas.

Presença chinesa é bem-vinda no País

O vice-presidente declarou também que é bem-vinda a participação de empresas chinesas no consórcio para a exploração do Campo de Libra do pré-sal, pois abre importantes novas perspectivas para nossa atuação conjunta no setor de petróleo e gás.

Além disso, destacou, “o Brasil realiza neste momento um dos mais ambiciosos programas de investimentos em infraestrutura no mundo, por meio de número expressivo de licitações internacionais. Estimulo a participação chinesa nesses empreendimentos, que haverão de fortalecer ainda mais nosso conhecimento e confiança mútuos, com ganhos compartilhados”.

Temer acrescentou que há grande expectativa de contar com a participação chinesa em outras importantes licitações, nos setores de energia, ferroviário, portuário, aeroportuário e de construção de rodovias, dentre muitos outros. “Ainda no mês de novembro corrente, nos dias 28 e 29, ocorrerá licitação para reservas de gás, na qual estimulamos muito a participação chinesa”.

Desde 2009, a China mantém a posição de primeiro parceiro comercial brasileiro e fortalece sua posição entre os principais investidores externos no Brasil. Os investimentos chineses no Brasil têm mostrado tendência de diversificação, na direção a setores de maior valor agregado, tais como o automobilístico, construção, telecomunicações e tecnologia da informação, transmissão de eletricidade, entre tantos outros setores.

Já o Brasil passou de 10º principal parceiro comercial da China em 2011, para 8º em 2012.  “Mas temos capacidade de ampliar e diversificar nossas exportações para a China, e identificamos no setor do agronegócio vasto potencial.  No momento de minha visita, duas expressivas delegações empresariais – da Confederação Nacional da Agricultura e a seção brasileira do Conselho Empresarial Brasil-China – realizam intensa programação na China, o que evidencia o firme interesse brasileiro de aumentar e diversificar suas exportações para o mercado chinês, principalmente em setores de alto valor agregado”, ressaltou o vice-presidente brasileiro.

Michel Temer lembrou ainda que, no próximo ano, será celebrado o 40ª aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e o Brasil. E destacou que o Brasil quer reforçar a cooperações e aprender com o gigante asiático na área de construção de infraestrutura, a fim de impulsionar o desenvolvimento do relacionamento bilateral.

A Cosban é a mais alta instância de negociação política entre Brasil e China para tratar dos mais diversos assuntos da relação bilateral.

Fonte:

Ministério das Relações Exteriores

Ministério da Agricultura

Vice-Presidência da República

China Rádio Internacional

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