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Economia e Emprego

Em novembro, IBGE prevê safra 15,4% maior que a de 2012

Agricultura

Décima primeira estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 186,8 milhões de toneladas
por Portal Brasil publicado: 10/12/2013 11h29 última modificação: 30/07/2014 00h41

A décima primeira estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas (vegetais que possuem óleos e gorduras em sua composição, que podem ser extraídos através de processos adequados) totalizou 186,8 milhões de toneladas, superior 15,4% à obtida em 2012 (161,9 milhões de toneladas), e com queda de 21.729 toneladas em relação à estimativa de outubro (-0,0%).

Em novembro, IBGE prevê safra 15,4% maior que a de 2012

A estimativa da área a ser colhida em 2013 (52,7 milhões de ha), cresceu 7,9% frente a 2012 (48,8 milhões de ha) e caiu 12.810 ha em relação à área prevista no mês anterior (-0,0%).

Juntos, o arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, representaram 92,8% da estimativa da produção e 86,2% da área a ser colhida.

Em relação às áreas colhidas em 2012 houve acréscimos de 7,6% para o milho, 11,2% para a soja e recuo de 0,8% no arroz. No que se refere à produção, ainda em relação a 2012, os acréscimos foram de 2,4% para o arroz, de 12,8% para o milho e de 23,8% para a soja.A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página do IBGE na internet.

Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 78,4 milhões de toneladas; Região Sul, 72,2 milhões de toneladas; Sudeste, 19,6 milhões de toneladas; Nordeste, 12,0 milhões de toneladas e Norte, 4,6 milhões de toneladas.

Em relação à safra passada, houve altas de 10,8% na Região Centro-Oeste, 30,7% na Sul, 1,9% na Sudeste e 1,4% na Nordeste. Na Região Norte houve queda de 3,8%.

Nessa avaliação para 2013, o Mato Grosso liderou em produção de grãos, com uma participação de 24,6%, seguido pelo Paraná (19,5%) e Rio Grande do Sul (15,8 %), que somados representaram 59,9% do total nacional previsto.

Em novembro, IBGE prevê safra 15,4% maior que a de 2012

Na estimativa de novembro em relação a outubro destacaram-se as variações nas estimativas de produção da batata-inglesa 3ª (1,0%), do feijão 3ª (2,9%) e do trigo (1,8%).

Batata-inglesa 3ª safra

A estimativa da produção da batata-inglesa 3ª safra em novembro foi de 742.808 toneladas, com alta de 1,0% em relação a outubro, reflexo de um aumento de 1,8% na área plantada e na área a ser colhida, apesar da queda de 0,7% no rendimento médio.

Este aumento é explicado por reavaliações de Goiás e Minas Gerais, principais produtores dessa safra, com participações respectivas de 27,2% e 40,6% no total.

Feijão (em grão) 3ª safra

Para o feijão 3ª safra, a estimativa de produção foi de 520.225 toneladas, registrando um aumento de 2,9% frente a outubro. Esse aumento deveu-se, principalmente, à alteração nos números de Goiás (10,7%) que realizou novo levantamento de campo atualizando os números.

Trigo (em grão)

A produção nacional esperada para novembro é de 4.971.520 toneladas, numa área plantada de 2.188.861 ha e um rendimento médio esperado de 2.273 kg/ha.

A área plantada, a produção e o rendimento médio cresceram, respectivamente, em 0,1%, 1,8% e 1,7% comparados a outubro. Esses acréscimos devem-se, principalmente, ao Paraná.

Estimativa de novembro em relação 2012

Dentre os vinte e seis principais produtos, quinze apresentaram variação percentual positiva na estimativa de produção em relação a 2012:

  1. Amendoim em casca 1ª safra (12,5%);
  2. Arroz em casca (2,4%);
  3. Batata-inglesa 1ª safra (2,5%);
  4. Batata-inglesa 2ª safra (7,9%);
  5. Cacau em amêndoa (1,9%);
  6. Cana-de-açúcar (6,1%);
  7. Cevada em grão (7,3%);
  8. Feijão em grão 2ª safra (20,1%);
  9. Feijão em grão 3ª safra (7,3%);
  10. Milho em grão 1ª safra (3,2%);
  11. Milho em grão 2ª safra (21,2%);
  12. Soja em grão (23,8%);
  13. Sorgo em grão (0,7%);
  14. Trigo em grão (13,5%);
  15. Triticale em grão (3,7%).

Houve onze produtos em queda:

  1. Algodão herbáceo em caroço (31,3%);
  2. Amendoim em casca 2ª safra (13,1%);
  3. Aveia em grão (4,0%);
  4. Batata-inglesa 3ª safra (9,8%);
  5. Café em grão - arábica (4,1%);
  6. Café em grão - canephora (14,7%);
  7. Cebola (3,2%);
  8. Feijão em grão 1ª safra (8,6%);
  9. Laranja (14,2%);
  10. Mamona em baga (43,0%);
  11. Mandioca (11,3%).

Em números absolutos, as maiores altas em relação 2012 ocorreram em cana-de-açúcar, soja, milho e trigo, e as maiores quedas foram em mandioca, algodão herbáceo e laranja.

Algodão herbáceo (em caroço)

A produção de 3,4 milhões de toneladas é 31,3% menor que a de 2012, devido, principalmente, às reduções da área plantada (33,3%), atribuída à regularização dos estoques com as safras colhidas nos dois anos anteriores (2011 e 2012), à queda na demanda européia e às altas cotações da soja, produto que concorreu em 2013 com áreas anteriormente destinadas à cultura do algodão. O Mato Grosso, principal produtor, participou com 54,7% da produção nacional.

Arroz (em casca)

A safra nacional, de 11.664.154 toneladas, foi 2,4% maior que a obtida em 2012. O rendimento médio, de 4.963 kg/ha, foi superior ao do ano anterior (3,3%) proporcionando este acréscimo na produção, apesar da redução de 0,9% da área plantada e de 0,8% na área colhida. O Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional, com 69,4% de participação no total.

Café (em grão)

As duas espécies em conjunto (arábica e canephora) apresentaram um decréscimo de 6,7% na produção em relação a 2012. A safra 2013, estimada em 2,8 milhões de toneladas (47,6 milhões de sacas de 60 kg de café em grãos beneficiados), teve redução de 3,4% na área colhida. A área total ocupada com a cultura em todos os estágios de desenvolvimento apresentou queda de 2,3%.

Restam poucas áreas de arábica a serem colhidas. O decréscimo de 4,1% na produção nacional, em relação a 2012 foi consequência, principalmente, da particularidade desta espécie, que alterna safras de “altas e baixas”.

A produção nacional de café arábica para 2013, estimada em 2.209.412 toneladas, equivale a 36,8 milhões de sacas de 60 kg. Minas Gerais, principal produtor desta espécie de café, participa com 69,0% da produção nacional.

Para o canephora, também com poucas áreas a serem colhidas, a estimativa para 2013, de 646.595 toneladas (10,8 milhões de sacas), foi 14,7% menor que a produção de 2012, em uma área de colheita de 461.285 ha, menor 8,5%. O Espírito Santo, maior produtor, participou com 75,7% da produção da espécie no País.

Cana-de-açúcar

Restando ainda alguns estados do Nordeste e Centro Oeste por concluir a colheita, a produção nacional de cana-de-açúcar em 2013 apresentou um crescimento de 6,1% em relação a 2012, alcançando 712,0 milhões de toneladas.

A área colhida ou destinada à colheita no ano apresentou um acréscimo de 1,0%. O rendimento médio aumentou 5,1%, sendo beneficiado por uma maior renovação dos canaviais e pelas melhores condições climáticas.

Na Região Sudeste se concentra 64,8% da produção nacional. São Paulo, responsável por 53,6% da produção brasileira, apresenta um incremento de 6,7% na produção em relação a obtida em 2012, devido a recuperação da produtividade dos canaviais.

Laranja

A colheita ainda está em andamento em alguns estados. A safra nacional de 2013, de 16.409.952 toneladas (402,2 milhões de caixas de 40,8 kg), apresentou queda de 14,2% em relação a 2012.

A retração na demanda européia e os bloqueios alfandegários dos EUA foram importantes fatores de desestímulo à produção de 2013, reduzindo o fluxo das exportações.

São Paulo, com participação de 72,4% da safra nacional em 2013, sofreu grande impacto com a redução da demanda internacional e apresentou decréscimos de 12,4% na área total, 15,4% na área destinada à colheita e 18,0% na produção. O estado também enfrenta graves problemas de ordem fitossanitária, além das cotações baixas para as frutas destinadas à indústria.

Mandioca (raízes)

Produção de 20.777.560 toneladas. Variação negativa de 11,3% na estimativa de produção de 2013 quando comparada a 2012. A área total decresceu 15,7% e a área de colheita, 12,8%.

A estiagem na Região Nordeste, que persistiu por dois anos, impediu a recuperação da oferta de raízes, cujo ciclo costuma ultrapassar a 12 meses.

A grande carência de alimentos na região promoveu a utilização das “ramas” para alimentação animal, reduzindo a disponibilidade de material propagativo (estacas para plantio). Dos dois maiores produtores do país, o Pará respondeu por 22,5% da produção total e o Paraná por 18,4%.

Milho (em grão)

A produção total subiu 12,8% em relação 2012, com aumento de 7,6% na área colhida. A 1ª safra cresceu 3,2%, embora a área plantada tenha sido inferior em 11,7%.

A produção da 2ª safra cresceu 21,2%, com o aumento de 22,6% na área colhida. Este foi o segundo ano consecutivo em que a produção da 2ª safra superou a 1ª safra.

O Mato Grosso passou a ser, em 2013, o maior produtor nacional de milho, participando com 25,1% do total produzido nas duas safras, superando o Paraná, atualmente em segundo, com 21,7%.

Soja (em grão)

Com resultados praticamente consolidados, a soja apresentou aumento de produção de 23,8% em relação a 2012, representando novo recorde.

A área plantada foi maior 10,8%, a área destinada à colheita superou a do ano anterior em 11,2% e o rendimento médio passou dos 2.635 kg/ha obtidos na safra anterior para os atuais 2.934 kg/ha, acréscimo de 11,3%.

Os preços praticados e as condições climáticas favoráveis, notadamente na Região Sul, quando comparadas a 2012, justificaram estes acréscimos. O principal produtor de soja é o Mato Grosso, com 28,8% da produção nacional.

Trigo (em grão)

A produção nacional para 2013, estimada em 4.971.520 toneladas, apresenta acréscimo de 13,5% em relação à safra colhida em 2012. Também houve aumento de 14,0% na área plantada e 15,6% na área destinada à colheita.

Apenas o rendimento médio apresentou decréscimo de 1,9%. As boas perspectivas de preços na época de plantio impulsionaram o plantio do grão.

O Rio Grande do Sul, responsável por 54,7% da produção nacional, apresentou estimativa de acréscimo de 45,6% na produção, com incremento de 9,3% na área a ser colhida e uma perspectiva de obtenção de rendimento 33,2% maior que o obtido em 2012. O Paraná passou, em 2013, para o 2º lugar, prejudicado por fortes geadas.

Perspectivas para a safra de 2014

Em novembro de 2013, o IBGE realizou o segundo prognóstico de área e produção para a safra de 2014. Os números das regiões e estados onde a pesquisa foi realizada foram somados às projeções obtidas a partir das informações de anos anteriores, para as Unidades da Federação que ainda não dispõem de dados iniciais.

Dentre os dez produtos de maior importância, para a próxima safra de verão, seis apresentam altas: feijão 1ª safra (31,7%), o algodão (12,4%), a mandioca (9,9%), a soja (9,0%), o arroz (5,8%) e o fumo (2,0%). Em queda temos o amendoim 1ª safra (-8,0%), o milho 1ª safra (-7,1%), a cebola (-6,6%) e a batata-inglesa 1ª safra (-0,5%).

Com relação à área prevista, houve aumentos para o algodão herbáceo (13,0%), o feijão 1ª safra (11,2%), a mandioca (10,3%), a soja (4,4%), o fumo (0,7%), o arroz (0,1%) e o amendoim 1ª safra (0,0%). Com áreas em retração estão a cebola (1,7%), a batata-inglesa 1ª safra (0,6%) e o milho 1ª safra (0,1%).

Neste segundo prognóstico, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2014, foi estimada em 186.867.766 toneladas, superior em 65.363 toneladas à safra colhida em 2013.

Somente o Nordeste apresenta previsão de aumento (21,0%), com quedas nas demais regiões: Norte (-2,7%), Sudeste (-0,3%), Sul (-1,0%) e Centro-Oeste (-2,0%).

Algodão herbáceo (em caroço)

O segundo prognóstico para o algodão herbáceo a ser colhido em 2014 espera uma área plantada de 1.067.253 ha, com aumento de 12,8% e uma produção de 3.836.582 toneladas, com aumento de 12,4% em relação a 2013. No Mato Grosso, responsável por cerca de 60,5% da produção nacional estimada para 2014, a expectativa é de aumento na produção de 24,3%, frente à safra anterior.

Arroz (em casca)

O segundo prognóstico de produção para o arroz em casca é de uma produção de 12.337.468 toneladas, sendo 1,4% maior que a informação de outubro, com área a ser colhida caindo 1,4% em relação ao 1º Prognóstico de 2014. O Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, deve contribuir com cerca de 69,6% da produção desse cereal.

Feijão (em grão) 1ª safra

A segunda estimativa da produção do feijão 1ª safra para 2014 é de 1.466.875 toneladas, sendo 31,7% maior que a safra 2013. O crescimento recuperará, em parte, a perda de produção ocorrida em 2013. A área a ser plantada, de 1.574.024 hectares, é 0,4% maior que a de 2013. Já na área a ser colhida, estima-se um crescimento de 11,2%.

Mandioca

A área plantada com a mandioca em 2014 deve cair 0,4%. Contudo, a estimativa da produção é de aumentar 9,9% em relação a 2013, alcançando 22.829.284 toneladas.

Este aumento se deve a um acréscimo de 10,3% da área a ser colhida com a cultura, já que o rendimento médio esperado é 0,4% menor que o do ano anterior.

Em 2014, o destaque deverá ser a produção da Bahia, onde se espera um aumento de produção de 987.324 toneladas em relação a 2013 (+86,1%).

Pará, principal produtor, com participação de 20,5% no total nacional, informou uma estimativa de produção de 4.681.102 toneladas, enquanto que o Paraná, segundo maior produtor, com participação de 18,2% no total, informou uma estimativa de produção de 4.147.383 toneladas.

Soja (em grão)

A estimativa de produção da soja na safra 2014 é de 88.635.166 toneladas, indicando um crescimento de 9,0% frente a 2013. A área ocupada pela cultura deve alcançar 28.936.803 ha, aumento de 4,2%.

No presente prognóstico, todos estados que informaram sobre a cultura aguardam aumento da produção em 2014 frente a 2013. Contudo, os destaques são para o Piauí e a Bahia, que aguardam crescimento de 92,6% e 28,9%, respectivamente.

Fonte:
IBGE 

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