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Economia e Emprego

Inflação desacelera na construção civil com taxa de 0,42% em novembro

Construção Civil

Sinapi ficou 0,02 ponto percentual abaixo da taxa de outubro, de 0,44 %. Acumulado de janeiro a novembro está negativo em -0,35%. Em igual período de 2012, taxa era de + 5,23%
por Portal Brasil publicado: 06/12/2013 13h09 última modificação: 30/07/2014 00h41

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) avançou 0,42% em novembro, ficando 0,02 ponto percentual abaixo da taxa de outubro (0,44 %). Considerando o período de janeiro a novembro, a variação acumulada está negativa em -0,35%, enquanto em igual período de 2012 havia registrado taxa positiva de 5,23%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (6).

Com isso, o Sinapi se soma a outros dois indicadores de inflação importantes, cujo avanço foi menor em novembro: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este último considerado o medidor oficial da inflação no País.

A pesquisa é feita pelo IBGE em parceria com a Caixa Econômica Federal e os dados completos podem ser acessados na página

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/sinapi/default.shtm

 O resultado dos últimos 12 meses do Sinapi, no entanto, ainda situa-se em 0,08%, acima dos -0,12% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2012 o índice foi de 0,22%.

Os resultados acumulados levam em conta a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil prevista na lei 12.844, sancionada em 19 de julho de 2013.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em outubro fechou em R$ 849,07, em novembro passou para R$ 852,62, sendo R$ 471,51 relativos aos materiais e R$ 381,11 à mão de obra.

A parcela da mão de obra apresentou variação de 0,08%, 0,25 ponto percentual abaixo da taxa de 0,33% referente ao mês de outubro. Os materiais, por outro lado, registraram uma diferença de 0,15 ponto percentual, indo de 0,54% em outubro para 0,69% em novembro.

De janeiro a novembro os acumulados estão em 3,90% (materiais) e -5,16% (mão de obra), enquanto em doze meses ficaram em 4,28% (materiais) e -4,68% (mão de obra). Da mesma forma, estes resultados levam em conta a desoneração da folha de pagamento.

Região Nordeste registra maior variação mensal com 0,80%

A região Nordeste, com valor de 0,80%, ficou com a maior variação regional em novembro. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,26% (Norte), 0,42% (Sudeste), -0,06% (Sul), e 0,06% (Centro-Oeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 867,00 (Norte); R$ 797,72 (Nordeste); R$ 884,56 (Sudeste); R$ 871,89 (Sul) e R$ 867,79 (Centro-Oeste).

Com relação aos acumulados, a região Nordeste apresentou a menor variação no ano, -0,99%, e a Região Norte a mais baixa nos últimos doze meses, com -0,40%. Enquanto isso a Região Sul apresentou a maior variação no ano, 0,49%, constituindo-se, também, a mais alta nos últimos doze meses, com 0,82%.

Rio Grande do Norte registra a maior alta com 4,58%

Decorrente de pressão exercida pelo reajuste salarial do acordo coletivo, o Rio Grande do Norte registrou a maior variação mensal: 4,58%. E o Maranhão, devido ao aumento do cimento no estado, registrou uma variação mensal significativa: 2,27%

Estes resultados são calculados mensalmente pelo IBGE por meio de parceria com a Caixa Econômica Federal, a partir do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi).

O Sinapi, criado em 1969, tem como objetivo a produção de informações de custos e índices de forma sistematizada e com abrangência nacional, visando à elaboração e avaliação de orçamentos, como também acompanhamento de custos.

Em 2002, o Congresso Nacional aprovou, por intermédio da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a adoção do Sinapi como referência para delimitação dos custos de execução de obras públicas.

Fonte:
Portal Brasil com informações do IBGE

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