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Economia e Emprego

Alta do IOF freia gastos de turistas no exterior em janeiro

SETOR EXTERNO

Brasileiros gastaram US$ 2, 120 bi em janeiro em viagens internacionais, valor 7,8% menor que o registrado em dezembro, informa Banco Central
publicado: 21/02/2014 18h10 última modificação: 30/07/2014 02h04

A elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os saques e pagamentos diretos feitos no exterior, adotada pelo governo em dezembro passado, reduziu o gasto de turistas brasileiros, segundo dados do setor externo, divulgados nesta sexta-feira (21) pelo Banco Central. 

De acordo com a instituição, os brasileiros gastaram US$ 2, 120 bilhões em janeiro em viagens internacionais. O valor é 7,8% menor que os US$ 2, 299 bilhões registradosem dezembro.Também em janeiro, os estrangeiros deixaram US$ 643 milhões no País. Com isso, a rubrica viagens internacionais ficou negativa em US$ 1, 478 bilhão no mês passado. 

O aumento do IOF foi adotado depois que essas despesas bateram recorde histórico em 2013, mesmo com a alta do dólar. No ano passado, os desembolsos de turistas brasileiros em outros países somaram US$ 25, 342 bilhões, alta de 14% na comparação com os US$ 22,23 bilhões gastos em 2012. 

Em janeiro do ano passado, o item viagens internacionais foi deficitário em US$ 1,603 bilhão, resultado de despesas de US$ 2,299 bilhões e ingressos de US$ 696 bilhões. No acumulado de2013, aconta de viagens internacionais teve déficit de US$ 18, 632 bilhões, o pior resultado da história. 

A alta do IOF incide sobre os pagamentos em moedas estrangeira com cartão de débito, carregamento de cartões pré-pagos, compras de cheques de viagem e saques em moeda estrangeira no exterior. A taxa passou de 0,38% para 6,38%. Essas transações passaram a ter o mesmo tratamento das compras com cartões de crédito internacionais, que pagam alíquota de 6,38% desde 2011..

A conta de viagens internacionais entra no balanço de serviços, um dos componentes das contas externas, com a balança comercial (diferença entre exportações e importações de bens) e a conta de rendas (que engloba remessas de lucros e pagamentos de juros ao exterior). Também fazem parte das contas externas as transferências unilaterais (que inclui remessas de emigrantes para o Brasil e doações internacionais). 

Fonte: Portal Brasil com informações da Agência Brasil e Banco Central

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