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Economia e Emprego

Encontro discute Plano Safra da Pesca e Aquicultura

Planejamento estratégico

Também foram debatidas alternativas para facilitar a liberação de crédito ao pescador artesanal; plano foi lançado em 2012
por Portal Brasil publicado: 18/02/2014 12h33 última modificação: 30/07/2014 02h04

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) promoveu, nessa segunda-feira (17), o I Encontro do Plano Safra da Pesca e Aquicultura, em Brasília, para fazer um balanço parcial do Plano Safra da Pesca e Aquicultura, lançado pela presidenta Dilma Rousseff em outubro de 2012. Com recursos de R$ 4,1 bilhões, o objetivo do plano é levar o Brasil a produzir 2 milhões de toneladas de pescado até o final de 2014.

“O plano confirmou que investir no setor pesqueiro é algo que dá retorno”, disse o secretário-executivo do MPA, Átila Maia da Rocha. O dirigente lembrou que o setor tem sido dinâmico, tanto na esfera da produção quanto do consumo. Segundo Rocha, a produção brasileira atual já é da ordem de 2,5 milhões de toneladas anuais e a população já consome, em média, 14,5 quilos por habitante/ano.

O número de aquicultores cadastrados no MPA teve crescimento de 460% e o de embarcações beneficiadas por programa de óleo diesel cresceu em 280%, sobretudo com a maior presença de pescadores artesanais.

O encontro em Brasília discutiu alternativas para facilitar o crédito ao pescador artesanal, que pelas regras atuais não tem condições, muitas vezes, de atender às exigências bancárias. Até o momento, os estados que mais demandaram recursos do Plano Safra foram Santa Catarina e Paraná.

Desempenho 

O diretor do Departamento de Fomento do MPA, Sebastião Saldanha, apresentou o andamento de 12 das 25 metas do Plano Safra da Pesca e Aquicultura, que devem ser atingidas, conforme o planejado, até o final deste ano.

Uma das metas foi simplificar o licenciamento ambiental para a aquicultura, de forma a tornar ágil a implantação de projetos. “O CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) já se pronunciou favoravelmente e 15 estados já simplificaram as suas legislações, e os outros 12 colocaram o assunto em discussão”, afirmou Saldanha.

Na área da aquicultura continental, encontram-se adiantados os projetos de parques aquícolas em sete dos nove previstos.  Dos parques marinhos, ainda faltam quatro dos cinco programados. Uma boa notícia ocorreu na área de pesquisa e desenvolvimento do pescado. Até o momento, já foram financiados, conforme o CNPq,  86 projetos, 11 a mais do que o previsto.

Oportunidade 

O secretário de Infra-estrutura e Fomento do MPA, Eloy Araújo, defendeu a concessão de crédito aos pequenos produtores como uma grande oportunidade para os bancos e para as seguradoras de crédito. “ Estamos diante de um grande negócio para os agentes financeiros, que nem sempre percebem a oportunidade”, afirmou. 

Para Evandro Barros de Carvalho, coordenador geral de Incentivo e Apoio ao Crédito do MPA, o setor financeiro precisa encontrar formas criativas de se ajustar ao perfil e à realidade dos pescadores e aquicultores brasileiros. 

O diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), João Marcelo Intini, indicou que os produtores que fornecem pescado aos programas de aquisição de alimentos do governo federal poderão comprovar essa renda junto aos órgãos financeiros.

Outra medida discutida foi a inserção de máquinas e equipamentos destinados à pesca e aquicultura no cadastro da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAC).

De acordo com Eduardo Galvão, gerente executivo de Relações Governamentais da ABIMAQ, esse trabalho está em andamento, com o apoio do governo federal, e é positivo para o mercado compreender os instrumentos de produção prioritários para o setor.

Fonte:
Ministério da Pesca e Aquicultura 

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