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Economia e Emprego

Índice de Preços ao Produtor (IPP) avança 1,50% em janeiro, aponta IBGE

ATIVIDADE ECONÔMICA

Alimentos recuaram 1,25%, primeira taxa negativa desde outubro. Mesmo com a queda, preços de janeiro de 2014 avançaram 7,10% em relação a janeiro de 2013
publicado: 28/02/2014 10h15 última modificação: 30/07/2014 02h05

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) avançou 1,50% na comparação com dezembro de 2013, acima do observado na comparação entre dezembro de 13 e novembro de 13 (0,60%) e segunda maior variação positiva da série. Em 12 meses, o IPP acumula alta de 7,38%, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O IPP mede a evolução dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e fretes, de 23 setores da indústria de transformação. 

Em janeiro de 2014, os preços dos alimentos recuaram, em média, em 1,25%, primeira taxa negativa desde outubro de 2013 (- 0,78%). Mesmo com a queda observada, os preços de janeiro de 2014 estiveram 7,10% maiores que os de janeiro de 2013. 

Setores 

Em janeiro de 2014, 19 das 23 atividades apresentaram variações positivas de preços na comparação com dezembro de 2013, contra 15 do mês anterior. As quatro maiores variações se deram entre os produtos compreendidos nas atividades de refino de petróleo e produtos de álcool (4,51%), metalurgia (4,26%), móveis (3,16%) e fumo (3,14%). Em termos de influência, sobressaíram refino de petróleo e produtos de álcool (0,50 p.p.), metalurgia (0,33 p.p.), alimentos (-0,25 p.p.) e outros produtos químicos (0,23 p.p.). 

Na comparação entre janeiro de 2014 e janeiro de 2013 (indicador acumulado em 12 meses), houve variação de 7,38%, contra 5,69%em dezembro. As quatro maiores variações de preços ocorreram em fumo (16,97%), calçados e artigos de couro (12,90%), papel e celulose (12,04%) e refino de petróleo e produtos de álcool (11,68%). As principais influências vieram de alimentos (1,41 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (1,28 p.p.), outros produtos químicos (0,77 p.p.) e metalurgia (0,71 p.p.). 

Alimentos 

Em janeiro de 2014, os preços dos alimentos recuaram, em média, em 1,25%, primeira taxa negativa desde outubro de 2013 (- 0,78%). Como vem ocorrendo desde 2012, os dados de janeiro da série de alimentos têm sido negativos (-0,09% em 2012 e - 1,52% em 2013). 

Mesmo com a queda observada, os preços de janeiro de 2014 estiveram 7,10% maiores que os de janeiro de 2013. 

Entre os produtos em destaque em termos de variação e em termos de influência, apenas resíduos da extração de soja aparece nos dois casos. Entre as variações, ao lado do derivado da soja, aparecem extrato, purês e polpas de tomate, bombons e chocolates com cacau e sorvetes, picolés e produtos gelados comestíveis, sendo que pressão via aumento das matérias-primas explica os aumentos dos dois primeiros produtos e as altas temperaturas do verão, o aumento dos sorvetes. 

Já no caso da influência, todas as variações foram negativas e provieram de resíduos da extração de soja, açúcar cristal, leite esterilizado / UHT / Longa Vida e carnes de bovinos frescas ou refrigeradas. 

As quedas nos preços dos produtos de maior influência no resultado de janeiro de 2014 tiveram como pano de fundo a maior oferta por conta da “safra” (soja e leite), demanda menos acentuada (carne) e, por fim, no caso do açúcar cristal, a maior atratividade para a transformação da cana em álcool etanol. De qualquer modo, os quatro produtos de maior influência somaram - 1,41 p.p. (em - 1,25%). 

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página 

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/ipp/default.shtm. 

Fonte: Portal Brasil com informações do IBGE

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