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Economia e Emprego

Inflação medida pelo IPCA-15 mostra estabilidade com avanço de 0,70% em fevereiro

Consumidor

Taxa ficou próxima da verificada em janeiro, que foi de 0,67%. Alta foi de 0,68% em fevereiro de 2013, segundo o IBGE
por Portal Brasil publicado: 21/02/2014 12h04 última modificação: 30/07/2014 02h04

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) avançou 0,70% em fevereiro e ficou próxima da taxa de janeiro, que foi de 0,67%. A alta foi de 0,68% em fevereiro do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (21), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para os dois primeiros meses do ano, a variação situou-se em 1,37%. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 ficou em 5,65%, perto dos 12 meses imediatamente anteriores (5,63%). Em fevereiro de 2013, a taxa havia sido de 0,68%.

O IPCA-15 é considerado uma prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País.

Maiores altas e baixas

Em fevereiro, o grupo educação teve alta de 6,05%, sendo responsável por 0,27 ponto percentual do índice. Esse resultado reflete os reajustes praticados no início do ano letivo, especialmente os aumentos nas mensalidades dos cursos regulares, que subiram 7,65% e foram o item de maior impacto individual no mês, com 0,22 ponto percentual.

Os artigos de residência (de 0,49% em janeiro para 1,17% em fevereiro) e as despesas pessoais (de 1,31% para 1,19%) apresentaram os maiores resultados de grupo após educação. Os preços dos eletrodomésticos aumentaram 2,82% e tiveram forte influência nos artigos de residência, enquanto as despesas pessoais foram pressionadas pelos itens empregados domésticos (1,41%) e cigarro (4,74%). No caso do cigarro, o resultado refletiu parte do reajuste de 14% vigente desde 31 de dezembro, além do reajuste de 12% de 13 de janeiro para determinadas marcas e regiões.

O grupo alimentação e bebidas ficou em 0,52% frente a alta de 0,96% em janeiro, tendo em vista que os alimentos consumidos no domicílio passaram de 1,01% para 0,25%.

Vários produtos importantes ficaram mais baratos, como a batata-inglesa (-10,66%), o tomate (-5,60%), o leite (-5,07%), o feijão carioca (-4,27%) e o frango inteiro (-1,04%).

Dois grupos tiveram queda: vestuário (de 0,59% em janeiro para -0,68% em fevereiro) e transporte (de 0,43% para -0,09%). As passagens aéreas, com -20,36%, exerceram o mais forte impacto para baixo no IPCA-15 do mês, com -0,11 ponto percentual.

Regiões

Com exceção de Fortaleza, que não apresentou aumento em virtude da diferença da data de reajuste, nas demais regiões os cursos situaram-se entre os 3,44% registrados na região metropolitana de Porto Alegre e os 11,72% do Rio de Janeiro. Nas mensalidades dos cursos diversos (idioma, informática, etc.), a variação foi de 5,93%.

Dentre os índices regionais, o maior foi o da região metropolitana do Rio de Janeiro (0,95%), onde o aluguel residencial apresentou alta de 2,77% e empregado doméstico, 2,85%. Os ônibus urbanos (1,82%) e intermunicipais (4,36%) também pressionaram o resultado da região, refletindo os reajustes de 9,00% nos ônibus urbanos, em vigor a partir de 8 de fevereiro, e 5,77% nos intermunicipais, concedido em 13 de janeiro. O menor índice foi o de Brasília (0,06%), em virtude da queda de 28,38% nos preços das passagens aéreas, que, com peso de 2,27%, causaram impacto de -0,64 ponto percentual

Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 16 de janeiro a 13 de fevereiro (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de dezembro a 15 de janeiro (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços.

 

Fonte:
Portal Brasil com informações do IBGE

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