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Economia e Emprego

Inadimplência do crédito em fevereiro permanece no menor nível desde 2011

SISTEMA FINANCEIRO

Estoque de crédito sobe 0,6% e atinge R$ 2,733 tri no mês, segundo Banco Central. Alta foi puxada pelo crédito a pessoas físicas e jurídicas e pelo crescimento do crédito imobiliário
publicado: 26/03/2014 16h12 última modificação: 30/07/2014 02h02

Os dados são do o relatório de Política Monetária e Operações de Crédito do sistema financeiro nacional, divulgado nesta quarta-feira (26), pelo Banco Central. O levantamento apresenta os dados da política monetária e operações de crédito, a inadimplência da pessoa física do mês passado e o fluxo cambial semanal.

O estoque total de crédito no Brasil, computadas as operações com recursos livres e direcionados, subiu 0,6% em fevereiro deste ano, em relação ao mês anterior, e totalizou R$ 2,733 trilhões – que representam 55,8% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas no País. O crescimento acumulado em 12 meses foi de e de 14,7%.

A inadimplência no mercado de brasileiro de crédito, no segmento de recursos livres, ficou em 4,8% em fevereiro, nível igual ao de janeiro. Entre as pessoas físicas e jurídicas, o nível permaneceu em 6,5% e 3,3%, respectivamente. No segmento de recursos direcionados, o indicador subiu levemente, em 0,1 p.p., atingido 1%. Desta forma a média do sistema financeiro (livre e direcionado) foi de 3%.

O crédito livre é aquele oferecido a critério exclusivo dos bancos em diversas modalidades de produtos, independentemente das políticas do governo. O crédito direcionado corresponde aos recursos de programas de estímulo do governo à economia e inclui as operações rurais, os empréstimos imobiliários e os créditos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

Expansão do crédito

O resultado de fevereiro decorreu de expansões de 0,6% nos saldos dos segmentos de crédito a pessoas físicas e jurídicas e refletiu, principalmente, a retomada temporária (sazonal) da demanda de crédito livre pelas empresas e a continuidade do crescimento do crédito imobiliário.

A relação crédito/PIB permaneceu no mesmo patamar de janeiro, 55,8%, comparativamente a 53,4% em fevereiro do ano anterior. As taxas de juros e spreads (diferença entre o que os bancos pagam de juros aos investidores e os juros que o consumidor paga quando toma um empréstimo no banco) seguiram em elevação, permanecendo os indicadores de inadimplência estáveis em níveis moderados.

Cartão de crédito e veículos

As concessões totais de crédito com recursos livres e direcionados somaram R$ 296 bilhões em fevereiro, 1,8% acima do registrado em janeiro. As concessões para as famílias recuaram 0,7%, influenciadas pela menor utilização de cartão de crédito na modalidade à vista e pela retração nos financiamentos de veículos. As concessões para empresas elevaram-se 4,6%, destacando-se os empréstimos de capital de giro e os adiantamentos sobre contratos de câmbio (ACC).

O saldo de empréstimos com recursos livres alcançou R$1.493 bilhões em fevereiro, após acréscimos de 0,1% no mês e 7,4% em 12 meses. No mês, houve elevação de 0,4% no estoque de operações com pessoas jurídicas, que totalizou R$745 bilhões, e recuo de 0,3% no saldo destinado a pessoas físicas, R$747 bilhões. O crédito direcionado somou R$1.241 bilhões em fevereiro, após elevações de 1,2% no mês e 24,9% em 12 meses, destacando-se os financiamentos imobiliários. Os saldos das operações destinadas às empresas e às famílias cresceram 0,8% e 1,8%, respectivamente, alcançando, na ordem, R$717 bilhões e R$524 bilhões.

Consideradas as operações com recursos livres e direcionados, o crédito ao setor privado cresceu 0,5% no mês e 13,7% em 12 meses, atingindo R$ 2.575 bilhões em fevereiro. Os saldos relativos aos segmentos imobiliário, rural e industrial registraram expansões de 2,4%, 1,4% e 0,6%, enquanto os referentes a outros serviços e a pessoas físicas recuaram 0,6% e 0,2%, respectivamente. O crédito ao setor público expandiu-se 2,4%, com ênfase na variação de 4,4% no saldo das operações com entidades do governo federal.

Fonte: Portal Brasil com informações do Banco Central

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