Economia e Emprego
No Fórum Sul-Sul, Neri debate sistemas de proteção social
Governo e sociedade
O presidente do Ipea e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE), Marcelo Neri, foi um dos convidados para o Painel de Alto Nível sobre os Sistemas de Proteção Social e Trabalho, às 9h desta sexta-feira, 21, no hotel Windsor Atlântica, Rio de Janeiro.
O painel ocorreu durante o Fórum de Aprendizagem Sul-Sul sobre Proteção Social e Trabalho – que contou com o patrocínio do Banco Mundial e a parceria do governo brasileiro, do governo do Rio de Janeiro, Prefeitura do Rio, além da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento e do Fundo de Rápida Resposta Social.
No painel, Neri falou a um público composto por cerca de 200 gestores públicos, incluindo 23 ministros de Estado e servidores de alto escalão, vindos de mais de 70 países.
O presidente do Ipea explicou que a redução da pobreza em 70% no Brasil, em 10 anos, pode ser creditada à queda na desigualdade e ao aumento da renda das famílias.
“A lição mais importante que extraí desse processo é a surpresa com o que pode ser feito a partir do Bolsa Família, uma vez que há o Cadastro único”, afirmou o presidente do Ipea.
“Para o futuro, poderemos desenvolver sistemas mais consistentes, como no caso do saneamento básico. Temos sérios problemas de acesso. O Bolsa Família será um grande instrumento para isso. O que temos visto é apenas o início”, continuou.
Neri respondeu a perguntas do painel ao lado de Mariana Câmpeanu, ministra de Trabalho, Família, Proteção Social e Previdência da Romênia, e de Mohammad Enver Baig, presidente do Programa de Apoio à Renda Benazir (BISP), do Paquistão.
Câmpeanu falou sobre a experiência romena de assistência e proteção social. “Pensamos que seria melhor unir os benefícios em um só, de inserção para renda mínima. Para não estimular a dependência, o benefício está atrelado a aspectos de emprego: os que recebem precisam estar em uma busca ativa por trabalho”, explicou a ministra.
“Todas essas reformas no programa precisam levar a um processamento de dados mais rápido e a um aumento da capacidade administrativa do sistema. Lidar com a necessidade das pessoas vulneráveis tem de ser algo em tempo real. Estamos tentando reduzir os erros do sistema.”
Por sua vez, Baig elogiou o Fórum e a quantidade de conhecimentos compartilhados com o Brasil. “Tivemos aqui interações sobre como poderemos usar a experiência brasileira no Paquistão. E também me impressionou muito o exemplo de práticas adotadas no Peru”, declarou. O painel foi mediado por Arup Banerji, diretor de Proteção Social e Trabalho do Banco Mundial.
Neri declarou, ainda, que é preciso ter uma perspectiva mais dinâmica da pobreza. “Pessoas entram e saem da pobreza o tempo todo. Pleno emprego não é zero desemprego, as pessoas entram e saem. Mas, depois que o Programa Bolsa Família foi estabelecido, a redução da desigualdade no Brasil manteve-se de forma contínua. Isso pôde ser feito no Brasil e pode ser feito em qualquer lugar do mundo”, disse.
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