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Economia e Emprego

Objetivo da política econômica é melhorar padrão de vida dos brasileiros, diz Mantega

Economia

Criação de empregos formais e aumento da renda ajudaram a criar um estado do bem-estar social. Novo ciclo brasileiro será impulsionado pelos investimentos em infraestrutura
por Portal Brasil publicado: 28/03/2014 17h53 última modificação: 30/07/2014 02h03

O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira (28) que o principal o objetivo da política econômica do governo é melhorar o padrão de vida da população brasileira.

Durante aula magna na Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (EESP/FGV), Mantega disse que “as políticas econômicas e sociais adotadas nos últimos anos ajudaram a construir um estado do bem-estar social, com redução da pobreza e inclusão de parcela da sociedade na classe média”. 

Para o ministro, que foi homenageado pela FGV por se tornar o mais longevo ocupante do cargo no período democrático, a criação de empregos formais (20,2 milhões entre 2003 e 2014) e a aumento da renda dos trabalhadores, juntamente com a política social, contribuíram para reduzir a desigualdade social.

Em 2012, o Coeficiente de Gini, que mede a desigualdade de renda, recuou para 0,50 (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade). 

De acordo com Guido Mantega, os investimentos em infraestrutura irão sustentar o novo ciclo da economia brasileira. Pelas projeções do governo, entre 2014 e 2022, os investimentos vão crescer em média de 7% ao ano (nos últimos 11 anos ano, o crescimento médio foi de 6,1% a.a). 

“Para o novo ciclo, o País precisa enfrentar os desafios para crescer de forma sustentável”, disse o ministro, ressaltando que o governo tem como estratégia o esforço para eliminar o déficit em infraestrutura e reduzir os custos de produção. “Assim, nos próximos oito anos o Produto Interno Bruto (PIB) pode crescer a uma média de 4,0% a.a.”.

Crise

Em sua apresentação sobre as perspectivas da economia brasileira, Guido Mantega explicou que a economia mundial está saindo da crise e que os próximos anos serão de recuperação. 

Em sua análise sobre a crise financeira de 2008, ele a considerou tão forte quanto à crise de 1929, porém com consequências menos duradouras e virulentas, devido à coordenação dos países do G20 para o enfrentamento dela.

“Os EUA combateu a crise de 1929 com uma abordagem mais conservadora, com elevação de taxa de juros e de impostos. Já a de 2008 foi combatida com expansão monetária, o que salvou muitos bancos da falência”, pontuou Mantega. 

Com relação ao Brasil, o ministro ressaltou que o País se saiu melhor nesta crise de 2008, “que esta em seu final”, do que nas anteriores, pelo fato de ter construído alicerces que permitiram ao governo manejar a política econômica de forma diferente de outras crises. Mantega destacou o crescimento das reservas internacionais e a política fiscal responsável entre os alicerces que dão solidez a economia brasileira. 

Mantega lembrou ainda que o governo adotou medidas anticíclicas e realizou uma política “moderadamente expansionista”. Isso fez com que o PIB crescesse 3,1% na média anual, entre 2008 e 2013. “Esse crescimento, para um período de crise, é bastante razoável. Mas claro que, daqui para frente, precisamos expandir esse crescimento”, comentou.

O ministro salientou ainda que, independentemente da corrente de pensamento econômico, os fundamentos da economia (responsabilidade fiscal e inflação sob controle e nas metas) precisam se manter sólidos.

Peso dos emergentes 

De acordo com o Guido Mantega, com a crise de 2008 os emergentes ganharam espaço, sustentaram a economia mundial e hoje já representam mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB). “A tendência é que esses países continuem ganhando terreno em relação aos avançados”, ressaltou. 

Segundo Guido Mantega, os emergentes atualmente estão absorvendo os impactos gerados pela retirada dos estímulos dados durante a crise pelos países desenvolvidos, principalmente pelos EUA.

“Os emergentes estão se adaptando a essa período pós-crise. É uma nova realidade para os juros e o câmbio”. O ministro considerou que o ritmo de crescimento da China no patamar entre 7% e 7,5%, que desacelerou em relação a alguns anos, é um pouso suave, que não deve trazer problemas.

Fonte:
Ministério da Fazenda 

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