Economia e Emprego
Fórum debate integração e melhoria da assistência técnica
Meio rural
Representantes de onze países da América Latina e Caribe se reúnem nesta quinta-feira (3), no Fórum Internacional de Ater, para promover a integração no fortalecimento dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) como instrumento de promoção da agricultura familiar e de desenvolvimento rural sustentável.
Ater e o Ano Internacional da Agricultura Familiar é o tema do Fórum, que tem como objetivo conhecer as ações de Ater do Brasil na cooperação Sul-Sul e conta com instituições governamentais e não governamentais, de pesquisa e de organizações estaduais de extensão rural.
O encontro ocorre em Foz do Iguaçu (PR), com realização do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Participam representantes do Peru, Chile, Argentina, Paraguai, Equador, República Dominicana, Costa Rica, Nicarágua, Colômbia, México e Brasil.
O chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do MDA, Caio França, avalia a iniciativa da Secretaria da Agricultura Familiar do ministério de realizar o fórum internacional sobre Ater como de grande importância, “especialmente para discutir como o acúmulo brasileiro na construção de políticas públicas de Assistência Técnica e Extensão Rural pode se integrar a uma agenda de cooperação regional”.
Caio afirma que “há um ambiente favorável para que, associada às experiências de crédito, políticas para mulheres rurais, compras públicas e outras, possam impulsionar o projeto de integração tanto do Mercosul quanto da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac).
Caio França assinala, ainda, que a discussão tem um peso grande no contexto internacional, pois a agricultura familiar tem papel fundamental para a segurança alimentar e nutricional e o desenvolvimento econômico dos países.
“É importante que essa discussão ocorra para que possamos avançar. A participação de representantes de agricultores, da pesquisa, de movimentos sociais, das entidades de Ater e o esforço conjunto dessas instituições e desses órgãos é que vai permitir que novas propostas de políticas públicas possam surgir”, afirmou o coordenador da Unidade de Projetos da FAO na Região Sul, Carlos Biasi.
Na abertura do evento, o presidente da Rede Latino-Americana de Extensão Rural (Relaser), Julio Catullo, contou que a rede está crescendo e consolidando seu trabalho. “Nosso interesse é encontrar caminhos que possamos trabalhar juntos, articulação, cooperação e compartilhar o trabalho da Relaser.”
Participam do fórum representante da FAO no Peru, John Pressing; o presidente da Associação Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), José Ricardo Roseno; do Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa), Florindo Dalberto; e o chefe do Departamento de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Fernando Amaral.
Também integraram as discussões o diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores de Assistência Técnica e do Setor Público Agrícola do Brasil (Faser), Manoel Saraiva, entre outros.
Importância
O diretor do Dater da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA, Argileu Martins da Silva colocou, na abertura do evento, que desde 2002 o Brasil tem um projeto para o aprimoramento dos serviços extensão rural.
Para assinalar a importância desse trabalho para o país, ele assinalou que os agricultores que não recebem ater têm valor de produção por hectare de R$ 639,00; já para aqueles que possuem os serviços de forma continuada, esse valor sobe para R$ 2.300,00.
Além da importância do acesso a Ater para a produção e a renda na agricultura, os serviços de extensão rural levam as políticas públicas para seus beneficiários.
“Não é possível trabalhar fazendo simplesmente transferência de tecnologia. Precisa-se de um serviço que articule as políticas públicas de forma qualificada”, disse Argileu. E complementou: “Não é possível fazer assistência técnica e extensão rural sem compreender o protagonismo dos agricultores”.
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