Economia e Emprego
Política monetária deve se manter vigilante para reduzir riscos de inflação, diz Copom
BANCO CENTRAL
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) destacou nesta quinta-feira (10), na ata da reunião realizada na semana passada, que em momentos como o atual, “a política monetária deve se manter vigilante”, para minimizar riscos de que níveis elevados de inflação, como o observado nos últimos 12 meses, persistam no horizonte da política monetária. Durante sua última reunião, o comitê elevou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual para 11% ao ano.
“O Copom considera que, desde sua última reunião, os riscos para a estabilidade financeira global permaneceram elevados, em particular os derivados de mudanças na inclinação da curva de juros em importantes economias maduras. Apesar de identificar baixa probabilidade de ocorrência de eventos extremos nos mercados financeiros internacionais, o comitê pondera que o ambiente externo permanece complexo,” informa a ata.
O colegiado mostrou ainda preocupação com a inflação, afirmando que a experiência internacional, ratificada pela experiência brasileira, indica que taxas de inflação elevadas geram distorções que levam a aumentos dos riscos e deprimem os investimentos. Essas distorções se manifestam, por exemplo, no encurtamento dos horizontes de planejamento das famílias, empresas e governos, bem como na deterioração da confiança de empresários.
Além disso, lembra o Copom, taxas de inflação elevadas subtraem o poder de compra de salários e de transferências, com repercussões negativas sobre a confiança e o consumo das famílias. “Por conseguinte, taxas de inflação elevadas reduzem o potencial de crescimento da economia, bem como de geração de empregos e de renda”.
Por outro lado, o comitê destacou que a alta de preços, captada por vários indicadores, sofreu efeitos sazonais que se propagaram pela economia de forma resistente. “A elevada variação dos índices de preços ao consumidor nos últimos 12 meses contribui para que a inflação ainda mostre resistência, que, a propósito, tem se mostrado ligeiramente acima daquela que se antecipava. Nesse contexto, inserem-se também os mecanismos formais e informais de indexação e a percepção dos agentes econômicos sobre a dinâmica da inflação”, afirmou.
Em vista dos danos que a persistência desse processo causaria à tomada de decisões sobre consumo e investimentos, na visão do comitê, faz-se necessário que o mesmo seja revertido. Dessa forma, o Copom entende ser apropriado ajustar as condições monetárias.
Fonte: Portal Brasil com informações do Banco Central
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