Economia e Emprego
Trabalhadores da indústria têm aumento real de 1,6% na folha de pagamento em fevereiro, diz IBGE
EMPREGO E RENDA
O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria brasileira, livre das influências temporárias, ou seja, ajustado sazonalmente, avançou 1,6% em fevereiro de 2014, frente ao mês imediatamente anterior, após assinalar recuo de 0,6% em janeiro último.
Os dados constam de pesquisa Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (11).
O principal impacto positivo sobre a média global foi observado em São Paulo (3,1%), impulsionado em grande parte pelas taxas positivas em 12 dos 18 setores investigados. Setorialmente, ainda no índice mensal, o valor da folha de pagamento real no total do País avançou em 13 dos 18 ramos investigados, com destaque para alimentos e bebidas (5,1%), minerais não-metálicos (13,8%), meios de transporte (2,9%),
O aumento foi puxado, segundo o IBGE, pela influência positiva da indústria de transformação (0,5%), já que o setor extrativo recuou 0,5%. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral para o total da indústria cresceu 0,4% na passagem dos trimestres encerrados em janeiro e fevereiro de 2014 e manteve a trajetória ascendente iniciada em outubro último.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real assinalou crescimento de 2,5% em fevereiro de 2014, segundo resultado positivo consecutivo nesse tipo de confronto.
No índice acumulado no primeiro bimestre de 2014, o valor da folha de pagamento real na indústria avançou 3,1% e reverteu a queda de 1,6% observada no último trimestre de 2013, ambas as comparações contra igual período do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao crescer 1,6% em fevereiro de 2014, repetiu o índice de janeiro último.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real apontou avanço de 2,5% em fevereiro de 2014, com resultados positivos em nove dos 14 locais investigados.
Regiões
O principal impacto positivo sobre a média global foi observado em São Paulo (3,1%), impulsionado em grande parte pelas taxas positivas em 12 dos 18 setores investigados, com destaque para a expansão no valor da folha de pagamento real nas indústrias de alimentos e bebidas (10,7%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (12,4%), máquinas e equipamentos (2,6%), borracha e plástico (6,1%), metalurgia básica (9,9%), meios de transporte (1,4%) e vestuário (12,9%).
Vale citar também os resultados positivos assinalados pelas regiões Norte e Centro-Oeste (8,4%), Paraná (5,0%), Minas Gerais (1,5%) e Santa Catarina (3,1%). O Norte foi influenciado principalmente pelos avanços nos setores de minerais não-metálicos (109,4%), impulsionado pelo pagamento de participação nos lucros e resultados em importante empresa do setor, e alimentos e bebidas (7,6%).
No Centro-Oeste, o avanço é explicado especialmente pelo crescimento de 27,9% assinalado pelo ramo de meios de transporte. Minas Gerais teve expansões registradas em indústrias extrativas (6,7%), metalurgia básica (5,6%) e minerais não-metálicos (15,4%). E Santa Catarina registrou avanços em alimentos e bebidas (11,6%), vestuário (7,3%), borracha e plástico (7,4%), metalurgia básica (9,0%), outros produtos da indústria de transformação (12,6%), madeira (11,3%), produtos têxteis (3,5%) e minerais não-metálicos (5,4%).
Em sentido contrário, a principal influência negativa foi no Rio de Janeiro (-2,2%), em grande parte, pelas indústrias extrativas (-6,4%), papel e gráfica (-16,5%) e meios de transporte (-6,7%).
Setores
Setorialmente, ainda no índice mensal, o valor da folha de pagamento real no total do País avançou em 13 dos 18 ramos investigados, com destaque para alimentos e bebidas (5,1%), minerais não-metálicos (13,8%), meios de transporte (2,9%), metalurgia básica (5,9%), borracha e plástico (4,6%), vestuário (5,1%), produtos químicos (2,0%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (2,1%) e indústrias extrativas (1,1%). Por outro lado, o principal impacto negativo foi verificado no setor de papel e gráfica (-4,4%).
No índice acumulado no primeiro bimestre de 2014, o valor da folha de pagamento real avançou 3,1%, com taxas positivas em oito dos 14 locais pesquisados. A principal contribuição positiva sobre o total da indústria foi assinalada por São Paulo (3,7%), vindo a seguir as influências registradas por Região Norte e Centro-Oeste (8,1%), Minas Gerais (4,0%), Paraná (5,2%) e Santa Catarina (4,1%). Em sentido contrário, o impacto negativo mais importante foi observado na região Nordeste (-0,9%).
Setorialmente, ainda no índice acumulado no ano, o valor da folha de pagamento real avançou em 14 das 18 atividades pesquisadas, impulsionado, principalmente, pelos ganhos vindos de meios de transporte (6,8%), alimentos e bebidas (4,6%), minerais não-metálicos (9,1%), borracha e plástico (6,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (4,0%), indústrias extrativas (2,1%), metalurgia básica (2,9%) e vestuário (4,1%).
Por outro lado, os setores de papel e gráfica (-1,0%), madeira (-3,8%), máquinas e equipamentos (-0,3%) e produtos têxteis (-0,1%) assinalaram as taxas negativas no índice acumulado nos dois primeiros meses do ano.
A publicação completa da pesquisa está disponível na página
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/industria/pim
Fonte: Portal Brasil com informações do IBGE
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