Economia e Emprego
Captação de US$ 1,3 bi foi uma das maiores emissões da Caixa
Mercado
A operação de colocação de US$ 1,3 bilhão em títulos internacionais pela Caixa Econômica Federal, realizada na semana passada, representou a maior emissão em uma única tranche já feita pela banco no competitivo mercado de capitais internacionais.
A emissão foi executada em um único dia e teve uma demanda total por parte dos investidores de US$ 6,3 bilhões, ou 6,3 vezes o volume inicialmente previsto.
Os títulos, com vencimento em maio de 2019, têm cupom de juros de 4,25% ao ano, o que representa uma redução de 0,25% ao ano em relação à emissão realizada há seis meses. “A demanda e condição favorável de taxas nos fez ampliar a captação para US$ 1,3 bilhão”, afirmou o vice-presidente de Finanças e Controladoria, Márcio Percival.
“A demanda, junto ao yield e o prêmio exigido sobre o preço de negociação dos papéis no mercado secundário, nos mostra que a operação foi um sucesso e que a demanda pelo Brasil continua forte", ressaltou.
Conforme sua avaliação, o prêmio sobre o preço de negociação de papel de mesmo vencimento no mercado secundário, o chamado new issue premium, que foi de 10 pontos-base, é considerado muito bom.
Para Márcio Percival, o sucesso da captação significa boa receptividade do país no mercado internacional. “Apesar de algumas avaliações precipitadas sobre a economia brasileira, a forte demanda pelos títulos da Caixa demonstra de forma inequívoca que o mercado continua vendo o Brasil positivamente e, com boas alternativas de investimento”, completou o Vice-presidente.
Ele salientou o fato de haver maior presença de investidores de private banking (especializados em clientes de alta renda) no livro de ordens para a captação. Isso indica, segundo ele, crescimento da base de investidores, mais conhecimento e confiança nos títulos da Caixa junto aos estrangeiros. O segmento de private banking respondeu por 28% da demanda, o que não havia acontecido nas outras colocações externas da Caixa. A demanda por região teve a seguinte composição: 42% Estados Unidos, 31% Europa, 19% na América Latina e 8% outros.
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