Economia e Emprego
Conferência aprova documento Consenso do Rio
Brics
A “Conferência Brics no Século XXI” foi encerrada, no Rio de Janeiro, com a aprovação da proposta "Consenso do Rio", que defende a promoção do desenvolvimento econômico, tendo, como base, “uma forte presença do Estado frente à regulação da economia”, visando o pleno emprego, a redução da pobreza e a desigualdade social.
O documentoapresenta 11 itens estratégicos a serem seguidos pelos governos dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) . Dentre eles, estão a forte presença reguladora do governo na economia, especialmente em setores estratégicos; o compromisso em garantir bens básicos para a população; a presença de um forte sistema de bancos públicos de desenvolvimento; e controle de capitais para evitar ondas financeiras especulativas.
A “Conferência Brics no século XXI” foi organizada pelo Instituto de Estudos Estratégicos para a Integração da América do Sul (Intersul) em parceira Coppe/UFRJ, e encerrou na última sexta-feira (23). A Conferência teve como objetivo principal avaliar a “emergência de novos paradigmas” nos campos do conhecimento humano, sobretudo a partir da crise financeira iniciada em 2008.
Banco comum do bloco Brics
A consolidação do banco e do fundo dos Brics poderá ser alcançada na próxima reunião do grupo, programada para 15 de julho deste ano, em Fortaleza (CE), informou o chefe do Departamento de Mecanismos Inter-regionais do Itamaraty e representante do Brasil nas negociações Brics, ministro Flávio Soares Damico.
Damico disse que as condições para criação do banco comum do bloco Brics “estão dadas” e que a negociação tem sido intensa nos dois últimos anos, desde que a ideia foi lançada na Cúpula de Nova Delhi, na Índia, para estabelecimento de um banco e de um arranjo contingente de reservas. “A nossa expectativa é muito otimista, no sentido de que venhamos a ter esse acordo sendo assinado por ocasião da próxima cúpula, no Brasil. Não podemos garantir nada com certeza, mas tudo parece muito bem encaminhado”, disse o ministro. Segundo Damico, o banco terá capital inicial de US$ 50 bilhões para empréstimos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável.
Fonte:
Agência Caixa
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