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Prévia da inflação oficial tem menor taxa em seis meses

Crescimento da Economia

Queda no preço dos alimentos e das passagens aéreas influenciou na desaceleração do IPCA-15, medida em maio e divulgado pelo IBGE nesta quarta (21)
por Portal Brasil publicado: 21/05/2014 11h46 última modificação: 30/07/2014 01h58

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA - 15) mostrou uma redução de 0,20 pontos percentuais na taxa, ficando em 0,58% em maio - a menor taxa registrada nos últimos seis meses. Em abril o índice ficou em 0,78%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os principais grupos de despesas, que influenciaram no comportamento da previa da inflação oficial, são o de alimentos e tarifas aéreas, que subiram menos de abril para maio.

No grupo das alimentações o índice ficou 0,88%, abaixo do 1,84% registrado em abril, com queda no preço de alguns alimentos como farinha de mandioca (-4,21%), as hortaliças (-3,90%) e as frutas (-1,04). Outros alimentos tiveram um reajuste menor nos preços: batata-inglesa (de 26,96% para 13,75%), o leite longa vida (de 5,70% para 2,28%), o feijão carioca (de 12,75% para 1,50%) e o tomate (de 14,80% para 1,42%).

Já nas tarifas aéreas a queda registrada foi de 21,26%. Ainda no grupo dos transportes, também houve recuo nos preços do etanol (-1,13%)  e da gasolina (0-03%). Com isso, o índice registrado no grupo passou de 0,54%, em abril, para 0,33%.

Os destaques ressaltados pelo IBGE como fatores de impedimento de uma queda ainda maior nos preços do IPC-15 estão diretamente ligados às tarifas de energia elétrica, cuja alta de 3,76% levou a um impacto de 0,10 ponto percentual no índice, o mais elevado. Nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (1,67%) e de Belém (1,53%), as variações também foram relativamente altas, mas em decorrência de aumento de impostos (PIS, Pasep e Cofins).

Segundo o IBGE, depois da energia elétrica, vieram os remédios, que ficaram 2,10% mais caros e causaram o segundo maior impacto (0,07 ponto percentual) sobre o índice do mês. Essa alta refletiu parte do reajuste autorizado em 31 de março, que oscilou entre 1,02% e 5,68%, dependendo da classe terapêutica do medicamento. Com isso, os maiores resultados de grupo foram registrados em saúde e cuidados pessoais (1,2%) e habitação (1,19%).

Juntos, energia elétrica e remédios somaram 0,17 ponto percentual na alta de 0,58% do IPCA-15, do mês de maio. Em contrapartida, segundo o IBGE, colaboraram com a desaceleração de 0,20 ponto percentual da taxa em relação a abril, o menor ritmo de crescimento de preços dos alimentos, de 1,84% para 0,88% entre abril e maio, e as tarifas aéreas, que chegaram a cair 21,26%, exercendo o principal impacto para baixo, -0,11 ponto percentual.

Entenda o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15

O IPCA-15 tem a mesma metodologia de preços do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a taxa de inflação oficial do país e que serve de balizamento para  a meta de inflação fixada pelo Banco Central. O índice refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte, do Recife, de São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A diferença está no período de coleta dos preços, que vai do dia 15 de um mês ao dia 15 do mês de vigência, e na abrangência geográfica.

Fonte:
IBGE
Agência Brasil 

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