Economia e Emprego
Trabalho é o fator que mais contribui para a queda das desigualdades
Emprego e renda
A formalização do mercado de trabalho e o aumento do salário dos trabalhadores são os fatores que mais contribuíram para a queda da desigualdade social nos últimos anos.
Esses dois fatores superam até mesmo outras fontes de renda do brasileiro provindas do Orçamento da União, como a Previdência e programas sociais concedidos pelo governo. Para a conta, foi utilizado como benefício social o índice de Gini, que mede a desigualdade de renda.
Os dados fazem parte da apresentação feita pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Marcelo Neri, à presidenta Dilma Rousseff e a 20 ministros na última segunda-feira (5), e informam que o trabalho contribuiu com 54,9% para a redução da desigualdade entre 2002 e 2012.
O conjunto de informações é parte de uma compilação sobre o desenvolvimento inclusivo sustentável, na qual Marcelo Neri buscou repassar aos seus colegas e à presidenta a ideia de que o dinheiro no bolso é mais importante para o cidadão comum do que o baixo crescimento da economia apresentado recentemente.
Com base nos dados da SAE, as políticas que mais contribuem para o bem estar social, depois do trabalho, são o Bolsa Família, o pagamento da Previdência acima do piso e a aposentadoria com base no salário mínimo, com 12,2%, 11,4% e 9,4%, respectivamente.
“O brasileiro em suas casas está tendo um desempenho bem acima do desempenho que as contas nacionais e a maior parte dos economistas analisa”, disse o ministro, ao citar a valorização dos benefícios do Bolsa Família e da Previdência acima da inflação.
O programa de transferência de renda, que repassa recursos a famílias com renda per capita inferior a R$ 70 mensais, também atua de uma forma importante no combate à desigualdade.
Segundo os números, o custo-benefício de cada real gasto com o Bolsa Família impacta a desigualdade quase quatro vezes mais do que o benefício da Previdência Social.
Índice histórico
A taxa de desemprego no Brasil nas seis maiores regiões metropolitanas do País (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre) atingiu, em dezembro de 2013, o menor nível desde março de 2002.
O percentual de desocupação caiu para 5,4% na média dos 12 meses de 2013, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o menor resultado registrado desde que o instituto iniciou a divulgação da Pesquisa Mensal de Emprego IBGE, em 2002.
Na prática, isso significa que o número de desempregados em 2003, que era de 2,6 milhões de pessoas, caiu 49,5% e fechou 2013 em 1,3 milhão de pessoas - quase a metade do que era 11 anos atrás.
Os dados fazem parte de um balanço divulgado pelo instituto mostrando as principais transformações registradas no mercado de trabalho brasileiro entre 2003 e 2013. Nesse período, a taxa de desocupação caiu de 12,4% para os atuais 5,4%.
Fonte:
Agência Brasil
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