Economia e Emprego
Cidades discutem implantação de novo polo de piscicultura
Fomento à produção
O ministro da Pesca e Aquicultura, Eduardo Lopes, participou de um workshop sobre a cadeia produtiva da aquicultura, na quinta-feira (5) O evento, realizado em Rubiataba (GO), contou com a presença de produtores rurais e lideranças políticas do Vale do São Patrício, que reúne ao todo 22 municípios.
Conhecido pelo plantio intensivo de cana-de-açúcar, para a produção de etanol, e por atividades como indústria moveleira e pecuária bovina, o Vale do São Patrício almeja se tornar um importante polo de produção de tilápia, a exemplo de outros que estão sendo organizados no estado, como Serra da Mesa, São Simão, Lago das Brisas e Três Ranchos.
Potencial de produção
No workshop, onde foi saudado pelo prefeito de Rubiataba, Jakes Rodrigues de Paula, e pelo ex-secretário do entorno de Goiás, Gilvan Máximo, que é natural da região, o ministro Eduardo Lopes afirmou que o Brasil tem condições de se tornar o segundo maior produtor de pescado do mundo, ao aproveitar os imensos reservatórios públicos do País para a atividade. “Apenas nos grandes lagos de Goiás temos capacidade para produzir 300 mil toneladas de pescado por ano”, destacou.
O ministro, porém, lembrou que a produção goiana pode ser ampliada fortemente com a participação dos criatórios em propriedades rurais, como é o caso do Vale do São Patrício.
Após ressaltar que elegeu como prioridade de sua gestão o aumento da produção e do crédito pesqueiro, Eduardo Lopes se comprometeu a dar todo apoio à implantação do polo de piscicultura na região. “Vontade política e parceria com o ministério é que não vai faltar”, salientou.
Para Eduardo Lopes, o mundo precisará do pescado brasileiro, já que em poucos anos “os mares não terão condições de alimentar a humanidade”.
Compra garantida
Um aspecto muito positivo para a piscicultura no Vale do São Patrício é a sua relativa proximidade com o município goiano de Itaiuçu, onde opera um frigorífico com capacidade para processar 4 mil toneladas diárias de pescado.
Nas proximidades deste frigorífico, que já oferta 20 toneladas de pescado por semana para 652 escolas do Distrito Federal, se encontra em implantação uma planta muito maior, com capacidade para beneficiar, em três linhas de produção, 150 mil toneladas diárias de pescado. Além desta unidade, com entrada em operação no início de 2015, o complexo industrial incluirá, com o apoio do MPA, uma fábrica de farinha de peixe e de ração, esta com capacidade para produzir 120 toneladas diárias.
“Com este complexo industrial, os produtores de pescado do Vale do São Patrício e de outras regiões do estado terão mais confiança de investir em piscicultura, já que haverá a garantia de venda de sua produção”, afirma o presidente da Frigorífico Goiás Industrial (FRIGOIND), Carlos Almeida, que está à frente do projeto. Para ele, o complexo industrial poderá ao final demandar 100 toneladas diárias de matéria prima, ou seja, de pescado.
Por tudo isto, o superintendente federal da Pesca e Aquicultura de Goiás, Paulo Roberto Pereira, acredita em poucos anos a piscicultura será uma atividade de grande importância econômica para o estado, mobilizando produtores de diversas regiões.
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















