Economia e Emprego
Inflação deve convergir para a meta nos trimestres finais deste ano, diz Banco Central
Relatório Econômico
A inflação brasileira tende a convergir “nos trimestres finais do horizonte relevante” deste ano para o teto da meta, que é de 6,5% em 2014. A informação é Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Banco Central (BC). O centro da meta é de 4,6%, com dois pontos percentuais de tolerância para mais ou para menos.
A convergência deve ocorrer porque, prevê o Banco Central, haverá nos próximos trimestres um arrefecimento das atuais pressões de custos salariais e realinhamento de preços relativos (preços domésticos versus externos e preços administrados versus preços livres).
Desta forma, acrescenta a autoridade monetária, “as expectativas de inflação para prazos mais longos são mais favoráveis”. Mesmo assim, a projeção do BC para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE) de 2014 passou de 6,1% em março, para 6,4%. O IPCA mede a inflação oficial do País.
Por isso, o relatório relembra a recomendação feita pelo Banco Central na última reunião do Conselho de Política Monetária (Copom): “Em momentos como o atual, a política monetária deve se manter vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação, como o observado nos últimos 12 meses, persistam no horizonte relevante para a política monetária”.
O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) aponta ainda a redução da projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano a 1,6%, ante 2% da estimativa anterior.
Avanço nas exportações
Por outro lado, o relatório projeta um avanço das exportações de bens e serviços, de 1,3% para 2,3%. A estimativa para as importações diminuiu ligeiramente, de alta de 0,9% para 0,6%.
“As mudanças levam em conta a reavaliação das perspectivas de crescimento de importantes parceiros comerciais; impactos da depreciação cambial; e revisão da estimativa de crescimento da economia brasileira”, afirma o BC.
Indústria e agropecuária
Segundo o relatório, o crescimento será afetado principalmente pela desaceleração do PIB da indústria. A previsão é de que o setor tenha uma retração de 0,4%, ante uma expectativa de alta de 1,5% no relatório anterior, de março. Essa revisão, destaca o BC, foi influenciada pelas perspectivas para a indústria de transformação e para o setor de construção civil.
O Banco Central também reduziu de 2,2% para 2% sua projeção para o crescimento do setor de serviços em 2014. A expectativa para o setor agropecuário também foi revista de 3,5% para 2,8%.
Em relação à indústria, vale lembrar que o governo renovou na semana passada, por mais um ano, o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), linha do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que financia, a juros mais baixos, a compra de caminhões, máquinas agrícolas, bens de capital e inovação e tecnologia. O PSI, que iria vigorar até o final deste ano, agora valerá até o final de 2015.
Além disso, o governo restabeleceu o Reintegra, que devolve entre 1% a 3% das taxas sobre o faturamento das empresas exportadoras. O programa, que havia sido encerrado em 2013, agora será permanente. Para este ano, o percentual deve ser de 0,3%.
Acesse a apresentação do relatório.
Fonte:
Portal Brasil
com informações do Banco Central
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















