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Economia e Emprego

Medidas de estímulo sustentam criação de empregos, diz ministra

Mercado e Trabalho

Miriam Belchior, participa de audiência pública da Comissão Mista de Orçamento e da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional
por Portal Brasil publicado: 03/06/2014 18h08 última modificação: 30/07/2014 01h56
Divulgação/MPOG Ministra disse ainda que a taxa de desemprego de 7,1% não pode ser comparada com a do último trimestre de 2012

Ministra disse ainda que a taxa de desemprego de 7,1% não pode ser comparada com a do último trimestre de 2012

As desonerações, os programas de qualificação dos trabalhadores e a ampliação do Simples Nacional – regime simplificado de tributação para as micro e pequenas empresas – têm permitido sustentar a criação de empregos, apesar do baixo crescimento econômico, disse nesta terça-feira (3) a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Miriam Belchior. Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, ela rebateu as alegações de que o desemprego tenha aumentado no início do ano e defendeu as medidas de estímulo à economia da presidenta Dilma Rousseff.

A ministra disse ainda que a taxa de desemprego de 7,1% no primeiro trimestre apontada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não pode ser comparada com a do último trimestre de 2012. Segundo a ministra, a comparação, feita da forma correta, mostra queda do desemprego.

 “Quando o verão está muito quente, comparamos com outro verão, não com o inverno. O primeiro trimestre de 2014 só pode ser comparado com o primeiro trimestre do ano passado, porque o mercado de trabalho tem suas sazonalidades”, justificou. Por esse critério, o desemprego caiu em relação à taxa de 8% registrada nos três primeiros meses de 2013.

Em relação ao último trimestre do ano passado, o desemprego subiu de 6,2% para 7,1%. No entanto, segundo Miriam Belchior, esse tipo de comparação não pode ser feito. “No fim do ano, o desemprego sempre cai por causa das contratações de Natal. A pesquisa do IBGE só revela os números brutos, sem desconsiderar esses ciclos sazonais”, alegou.

No acumulado em 12 meses, a taxa de desemprego da Pnad Contínua também caiu, de 7,1% para 6,9%. “Esse também é um método correto de comparar porque a sazonalidade está incluída nas duas comparações”, acrescentou a ministra. A sazonalidade representa as oscilações típicas de determinadas épocas do ano em todos os mercados.

De acordo com Miriam Belchior, a Pnad Contínua confirma a queda do desemprego constatada em outros levantamentos, como a Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE, e a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). “Todas as pesquisas apontam na direção de um mercado de trabalho cada vez mais robusto e aquecido”, ressaltou.

Apesar do crescimento de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no País) de janeiro a março, comparado com o primeiro trimestre do ano passado, a ministra ressaltou que a economia brasileira continua gerando emprego com velocidade. “Muitos economistas estão estudando esse fenômeno, mas o fato é que o governo tem desenvolvido um conjunto de ações que tem permitido sustentar a criação de emprego no cenário econômico atual”, destacou.

Segundo a ministra, a greve dos servidores do IBGE não afetou a divulgação da Pnad Contínua. “Eu, assim como todo mundo, só fui informada dos números hoje, mas a pesquisa estava fechada há algum tempo, antes de a greve ser deflagrada”, explicou.

Fonte:
Agência Brasil

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