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Economia e Emprego

Mundial gera 1 milhão de empregos no Brasil

Copa do Mundo de 2014

Número de postos de trabalho criados equivale a mais de 15% dos 4,8 milhões de empregos formais registrados entre janeiro de 2011 a março de 2014
por Portal Brasil publicado: 20/06/2014 11h43 última modificação: 30/07/2014 01h57

A Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 está gerando cerca de 1 milhão de empregos no País e deve somar cerca de R$ 30 bilhões à economia brasileira, segundo dados de um estudo realizado, a pedido do Ministério do Turismo, pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE).

O levantamento faz a comparação entre a projeção dos impactos gerados pela Copa do Mundo e as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) sobre o histórico de janeiro de 2011 a março de 2014.

Mercado de trabalho

O número de postos de trabalho criados pelo Mundial equivale a mais de 15% dos 4,8 milhões de empregos formais registrados ao longo do governo da presidenta Dilma Rousseff.

“É um número extremamente significativo que nós estamos comemorando neste momento. É um legado humano extraordinário”, ressaltou o presidente da Embratur, Vicente Neto, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (19) no Centro Aberto de Mídia João Saldanha, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Do total de vagas de emprego relacionadas à Copa, 710 mil são fixas e 200 mil são temporárias (todas com carteira assinada), segundo o presidente da Embratur. “São números significativos para qualquer comparação”, afirmou. 

Só na cadeia do turismo, foram gerados 50 mil novos empregos em função do evento esportivo, legado que o presidente da Embratur considera bastante significativo.

A taxa de ocupação da rede hoteleira nas 12 cidades-sede na primeira semana do Mundial está 45% acima do esperado, de acordo com autoridades do setor. Até o dia 11 de junho, foram registradas 340 mil diárias, 100 mil a mais que o previsto pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB). 

De acordo com Vicente Neto, a expectativa é que a realização de grandes eventos, como a Copa, ajudem a projetar o Brasil como destino turístico de destaque no cenário internacional, impulsionando a geração de emprego e renda no País. Entre os principais impactos positivos esperados pela Copa estão os gastos de turistas durante o evento.

Confira entrevista com o presidente da Embratur sobre os investimentos feitos no setor de Turismo para o Mundial de 2014:

  • Qual a estimativa do total de empregos gerados pela Copa no setor do turismo?

O total geral de novos postos de trabalho com a Copa chega perto de 1 milhão. Desse total, 710 mil são empregos fixos e outros 200 mil são postos temporários.

Diretamente na cadeia do turismo, foram injetados 50 mil trabalhadores. Isso significa que a Copa do Mundo representa mais de 15% da geração dos empregos ao longo do governo da Presidenta Dilma Rousseff.

  • De que maneira grandes eventos como a Copa podem impulsionar o setor de turismo no Brasil?

A Copa do Mundo põe o setor de Turismo num novo patamar. Só com este evento estamos criando cerca de 1 milhão de postos de trabalho diretos, fora os indiretos.

Adicione a isso os cerca de R$ 30 bilhões que, segundo pesquisa da FIPE, serão injetados em nossa economia. Apenas no setor de Turismo estimamos movimentar R$ 6,7 bilhões, com gastos dos 3,7 milhões de turistas nacionais e estrangeiros que irão circular pelo País durante o evento.

É importante ressaltar que esses novos empregos são, em grande parte, de maior qualificação profissional. Isso porque estamos seguindo a determinação da Presidenta Dilma de implementar o Pronatec Turismo, uma vertente do Pronatec, o maior programa de formação de mão de obra técnica da história do Brasil.

  • Quais são os principais investimentos feitos em qualificação profissional no setor turístico relacionados ao Mundial?

Foram R$ 16,3 milhões no Pronatec Turismo, que treinoumais de 160 mil brasileiros para receber bem os turistas nacionais e de outros países. Somente em cursos de idiomas foram quase 30 mil matrículas.

Mas quando eu me refiro à formação de mão de obra, não é só a vinda do Pronatec, não é só curso de línguas. A cadeia inteira está sendo beneficiada. O Sistema S fez cursos para a formação de artesãos, houve cursos em todas as cidades-sede com taxistas, motoristas de ônibus, entre outros.

  • Que impacto a Copa deverá ter na atração de turistas estrangeiros ao Brasil?

Com a Embratur, realizamos uma ação internacional forte chamada Goal to Brazil. Nós fomos a 14 países e agora estamos colhendo o resultado de nossa circulação da promoção com a vinda de turistas bem informados sobre o País.

São cerca de 600 mil turistas de outros países que virão ao Brasil durante a Copa. Nós fizemos, por exemplo, dois eventos promocionais fortes nesse período na Colômbia, que é o quinto comprador de ingressos estrangeiros. 

  • Como a experiência da Copa vai ajudar na promoção do Brasil como destino turístico?

Nós vamos levar o caso de sucesso da Copa do Mundo no Brasil para um calendário de feiras no segundo semestre, mostrando como esse caso de sucesso pode influenciar o fechamento de negócios.

Agora, vamos fazer, em conjunto com a Apex [Agência Brasileira de Promoção de Exportações], o que é também uma novidade. Vamos maximizar o esforço brasileiro de venda lá fora, da imagem e de produtos, de uma forma só.

Ranking de eventos

Na coletiva, Vicente Neto ressaltou que o Brasil tem se destacado no cenário mundial de realização de eventos. O País subiu 10 posições no ranking da International Congress and Convention Association (ICCA) de 2003 a 2013, saltando da 19ª para a 9ª posição entre os países do mundo que mais recebem congressos e convenções associativas.

O total de eventos realizados no Brasil neste período saltou de 62 para 315, e o número de cidades que sediaram esses encontros aumentou de 22 para 54. Essa evolução é resultado da política de descentralização na captação de eventos internacionais. 

Além do presidente da Embratur, participaram do evento os professores Pedro Trengrouse, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e Lamartine da Costa, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da University of East London.

Eles discutiram os aspectos positivos e perspectivas críticas sobre a realização de megaeventos. “Se há um consenso entre os pesquisadores é que os megaeventos estão pagando pelo próprio sucesso”, afirmou Lamartine da Costa.

Fonte:
Ministério do Esporte

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