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Petrobras ajusta estratégia de mercado

Gás Natural

Companhia amplia prazos de aquisição de Gás Natural Liquefeito para atendimento do mercado nacional
por Portal Brasil publicado: 04/06/2014 12h11 última modificação: 30/07/2014 01h56

O diretor de Gás e Energia da Petrobras, José Alcides Santoro Martins, ressaltou que desde o final de 2013 a Petrobras, que sempre comprou Gás Natural Liquefeito (GNL) nos mercados spot, de curto e médio prazo, vem intensificando as compras de cargas com prazos maiores que podem chegar a um ou dois anos, adequando a estratégia comercial da companhia às características atuais do mercado.

O executivo explicou que essas compras de mais longo prazo somam-se às compras realizadas no mercado spot, cujo perfil também tem sido ampliado de 30 a 40 dias para 60 dias.

A afirmação foi feita nesta terça-feira (3), durante a abertura do 15º Seminário de Gás Natural promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), no Rio de Janeiro. 

Todas essas decisões têm como objetivo construir um portfólio adequado, em termos de cargas de GNL no curto, médio e longo prazos, para atendimento à demanda que se apresenta.

Por outro lado, o diretor da Petrobras disse não ser possível, no cenário atual, considerando o valor do Custo Variável Unitário (CVU), garantir o suprimento de gás para novos projetos de usinas termelétricas tendo como âncora o GNL, uma vez que não há garantias quanto à estabilidade no preço desse combustível no longo prazo.

De qualquer forma, a Petrobras, de acordo com Alcides Santoro, tem disponibilizado seus terminais de regaseificação de GNL para prestar serviços a terceiros que queiram realizar importações. Segundo ele, já há negociações nesse sentido com algumas empresas. 

A Petrobras tem, hoje, três terminais de regaseificação de GNL localizados nos estados de Ceará, Rio de Janeiro e Bahia com capacidade total para regaseificar 41 milhões de m³ de gás natural por dia. 

Atendimento ao mercado 

Em sua palestra, o diretor da Petrobras explicou que a Petrobras tem, hoje, uma malha de gasodutos integrada com mais de 9 mil km de extensão e capacidade para atender a demanda interna até 2030, não havendo, em função disso, previsão de expansão dessa malha no Plano Estratégico 2014-2030.

No balanço de oferta e demanda da companhia, para uma demanda de 105 milhões de m³/dia hoje, sua capacidade de oferta é de 118 milhões de m³/dia. No horizonte de 2020, a estimativa é de que a capacidade de oferta seja de 157 milhões de m³/dia para uma demanda de 129 milhões de m³/dia. 

Alcides Santoro explicou que, em 2005, a Área de Gás e Energia da Petrobras iniciou um ciclo de investimentos caracterizado pela expansão do seu Parque Termelétrico e da capacidade de transporte do Gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol).

De acordo com o diretor, no segundo momento, os investimentos foram fortemente dedicados à expansão da malha de gasodutos. Hoje, em seu terceiro ciclo, os focos dos investimentos são o segmento de fertilizantes e a logística de escoamento e tratamento de gás natural dos campos do pré-sal.

No segmento de fertilizantes, a Companhia, que já tem três fábricas de fertilizantes em operação nos estados de Sergipe, Bahia e Paraná, está construindo mais duas unidades nos estados de Mato Grosso e Minas Gerais.

Para a logística de escoamento e tratamento do gás natural do pré-sal estão em construção duas rotas, ligando o Polo Pré-sal da Bacia de Santos ao Terminal de Tratamento de Gás de Cabiúnas, em Macaé, e ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, no Estado do Rio de Janeiro.

Fonte:
Agência Petrobras

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