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Economia e Emprego

Belo Horizonte (MG) lucra com a Copa do Mundo

Economia aquecida

Graças a projetos de divulgação e ao alto movimento no comércio, capital mineira tem conseguido aumentar seus lucros durante o campeonato mundial de futebol
por Portal Brasil publicado: 03/07/2014 14h53 última modificação: 03/07/2014 14h53

Belo Horizonte (MG) tem aproveitado muito bem as oportunidades comerciais originadas pela Copa do Mundo de 2014. Entre as principais atividades estão a realização de rodadas de negócios, como o Goal Belo!, e o forte aquecimento do comércio em relação a produtos temáticos do Torneio e esportivos.

Com o objetivo de divulgar e consolidar a capital mineira como destino internacional de negócios, o programa Goal Belo! reuniu executivos de 16 paísese focou em dois setores: Tecnologia da Informação/Startups e Biotecnologia. 

Com foco em dois setores da nova economia - Tecnologia da Informação/Startups e Biotecnologia -, o programa Goal Belo! alcançou cerca de R$ 75 milhões em negócios na sua segunda edição, promovida durante a primeira fase da Copa do Mundo em Belo Horizonte.

De acordo com a prefeitura da capital mineira, o objetivo do programa, que teve sua primeira edição realizada durante a Copa das Confederações de 2013, é consolidar a vocação de Belo Horizonte como um destino atraente para negócios, inclusive para investidores estrangeiros, e divulgar internacionalmente a cidade, por meio da promoção de negócios entre empresas nacionais e internacionais.

Participaram desta segunda edição empresários e empreendedores de 16 países (Alemanha, Espanha, Uruguai, Argentina, Colômbia, Canadá, Chile, Estados Unidos, Hungria, França, Índia, Israel, México, Suíça, Reino Unido e Singapura) e mais de 200 empresários locais e parceiros do programa. 

A programação foi dividida em duas etapas. Entre os dias 11 e 14 de junho, a agenda abarcou o setor de Biotecnologia e contou com a participação de 10 diretores ou CEOs de empresas da Alemanha, Argentina, Espanha, Uruguai, representantes do Departamento Nacional de Planejamento da Colômbia e membros da Universidade Nacional de Quilmes (Argentina), além de um grande número de empresas da biotecnologia e ciências da vida de Belo Horizonte e região metropolitana.

A rodada de negócios do setor de Biotecnologia contou com a participação de 11 empresas âncora (internacionais), 28 micro e pequenas empresas ofertantes (locais). De acordo com o Sebrae, foram gerados R$ 15 milhões em negócios nas 120 reuniões bilaterais.

A segunda semana de atividades teve agenda focada no setor de Tecnologia da Informação (TI) e Startups e participaram empresários e empreendedores de 12 países e mais de 200 empresários locais e parceiros do programa.

A rodada de negócios do setor contou com a participação de 10 empresas âncora, 28 micro e pequenas empresas ofertantes. De acordo com o Sebrae, foram gerados R$ 60 milhões em estimativa de negócios nas 103 reuniões bilaterais.

A programação do Goal Belo! contou também com seminários, lançamento de livro, rodadas de negócios e pitchs (apresentações curtas das empresas locais e seus produtos/serviços visando a atração de investidores, clientes, parceiros.), dentre outras.

Também fez parte da programação do Goal Belo! o lançamento do relatório reduzido do guia Brazil Startup Report, documento que analisa e avalia o ecossistema de Startups no país. No relatório, foram mapeados mais de 410 investimentos em 387 empresas no mercado local de Startups.

O documento contém também uma visão mais focada no mercado de Startups do San Pedro Valley, em Belo Horizonte. Este documento já foi produzido em 16 outros países e é o primeiro a estudar o mercado brasileiro.

Candidatura

Outra vocação do Goal Belo!, a captação de eventos internacionais para a capital mineira foi contemplada durante as atividades. O município apresentou a candidatura para sediar a Biolatam 2015 – Feira de Negócios de Biotecnologia Latinoamericana.

Para Alessandro Ferreira, diretor de Apoio Laboratorial e de Biotecnologia do Hermes Pardidni, o Goal Belo! foi uma excelente oportunidade de fazer benchmark e criar networking não só com possíveis fornecedores e clientes, mas também com setores governamentais de diversos países. “O programa é um condensador de oportunidades”, disse.

Comércio também tem lucrado

As lojas que vendem camisas da seleção brasileira e artigos relacionados à Copa estão faturando alto durante o Mundial de futebol no Brasil.

A procura tem sido tão grande que os fabricantes não estão dando conta de atender aos pedidos dos lojistas, e o faturamento do mês de junho atingiu o dobro dos outros meses, no restante do ano, evento que só acontece nos natais economicamente mais aquecidos no país.

A rede de lojas Arquibancada possui sete pontos em Belo Horizonte e região metropolitana, todos alcançaram 100% no faturamento do mês passado.

Somente na loja do bairro Santa Efigênia, zona leste de Belo Horizonte, o faturamento passou de R$ 40 mil para R$ 80 mil, repetindo um desempenho só atingido em dezembro, por conta das compras de Natal. 

Além de materiais esportivos, a loja agregou outros artigos à linha de produtos como cornetas, bandeiras, capa para retrovisor, pulseiras, cachecóis e bonés, todos relacionados à Copa.

“Tudo acaba muito rápido, o produto chega e logo já precisamos pedir mais”, explicou Nathália Santos, gerente da loja no bairro Santa Efigênia. “Além disso, o fabricante de produto oficial não tem mais camisa do Brasil de nenhum tamanho para entregar, nem para homem nem para mulher”, comentou Nathalia. 

Mulheres ótimas clientes

Para quem acha que o futebol é esporte mais comum entre os homens, Nathália conta que o primeiro produto a acabar foi a camisa da seleção feminina e o fabricante não tem mais condições de entregar nenhuma peça. Para driblar a falta do produto, a própria loja fabricou um modelo customizado para vender às torcedoras do Brasil.

Outro produto que esgotou rapidamente foi a camisa do Brasil com o escudo do Cruzeiro e do Atlético, que também é de fabricação própria da loja, provando quem nem mesmo na hora de torcer para seleção brasileira, os mineiros deixam a rivalidade de lado. 

A gerente conta que nos dias de jogo do Brasil, a loja recebe um movimento muito grande de clientes e por isso está fechando quase em cima da hora, para poder assistir aos jogos. A torcida dos lojistas é mais do que nunca pelo sucesso da seleção e por um “replay” no faturamento de junho, agora no mês de julho.

Fonte:
Portal da Copa 

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