Você está aqui: Página Inicial > Economia e Emprego > 2014 > 07 > Brasil vai propor tarifa zero entre alguns países da América do Sul

Economia e Emprego

Brasil vai propor tarifa zero entre alguns países da América do Sul

Comércio exterior

Acordo entre Mercosul, Colômbia, Peru e Chile será proposto durante reunião dos presidentes dos países-membros do bloco econômico
por Portal Brasil publicado: 27/07/2014 18h16 última modificação: 27/07/2014 18h16

O Brasil vai propor reduzir a zero as tarifas de importação de produtos entre o Mercosul, a Colômbia, o Peru e o Chile.

Os três países, apesar de não pertencerem ao bloco, mantêm acordos de redução de tarifas com os membros do bloco econômico da América do Sul.

A proposta será apresentada na terça-feira (29), em Caracas, durante a reunião dos presidentes dos cinco países-membros do Mercado Comum do Sul (Mercosul).

Caso os países do Mercosul concordem com a proposta, o passo seguinte será realizar uma reunião do bloco com cada um dos três países.

De acordo com o vice-secretário-geral da América do Sul, Central e do Caribe do Ministério das Relações Exteriores, Antônio Simões, o bloco já tem acordos de redução de tarifas de importação, a chamada desgravação tarifária. A intenção do governo é antecipar a vigência da tarifa zero.

“São acordos que têm, de um lado, o Mercosul e, do outro, a Colômbia, o Peru e o Chile e existem acordos entre eles. A proposta é que, nos acordos que já existem, que foram assinados e estão em vigor – entre Mercosul e Peru, entre Mercosul e Chile e entre Mercosul e Colômbia – antecipar o final do acordo, antecipar a vigência da tarifa zero. Hoje, conforme o que foi assinado, a tarifa zero viria no final de 2019. Nós propomos antecipar para o final deste ano,” explicou o embaixador.

A proposta, que já foi discutida anteriormente, voltará à pauta nesta reunião, disse Simões. “O Brasil levantou esses pontos e os três países já manifestaram o desejo de trabalhar na liberalização do comércio. É claro que vamos ver como fica isso para os demais países do Mercosul e depois para os demais países com os quais queremos trabalhar.”

Colômbia Peru e Chile integram a Aliança do Pacífico, bloco comercial que inclui ainda o México e a Costa Rica. A proposta é realizar uma reunião com a Aliança do Pacífico antes de dezembro. O Mercosul tem também acordos de liberalização comercial com a Bolívia e o Equador.

Segundo o embaixador, o interesse do Brasil em antecipar a redução das tarifas explica-se pelo aumento no comércio com os três países e por envolver produtos manufaturados.

“De 2002 a 2013, por exemplo, o comércio com a Colômbia aumentou 300%, com o Peru, 389%, e com o Chile, 200%”, informou Simões. “É um comércio importante porque envolve produtos manufaturados. Que são de alto valor agregado, que rendem empregos com carteira assinada”, disse Simões.

Paraguai

A 46ª Cúpula do Mercosul também marca o retorno do Paraguai ao bloco regional, do qual o país tinha sido suspenso em 2012. Na época, os outros membros do Mercosul (Argentina, Brasil e Uruguai) questionaram a rapidez com que o Congresso paraguaio destituiu o então presidente Fernando Lugo, que teve apenas duas horas para se defender das acusações de mau desempenho no cargo. Em seu lugar, assumiu o vice-presidente, Federico Franco, mas, durante o mandato dele, o Paraguai ficou sem voz e sem voto no Mercosul.

Além dos presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, da Argentina, Cristina Kirchne, do Paraguai, Horacio Cartes, do Uruguai, José Mujica, e da Venezuela, Nicolás Maduro, estará presente o presidente da Bolívia, Evo Morales, cujo país está associado ao bloco e em processo de incorporação como membro pleno.

Fonte:
Blog do Planalto 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Meirelles: restrição não afetará Saúde e Educação
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicou que o governo prosseguirá tendo limite mínimo de recursos para essas áreas
Meirelles: Três Poderes terão limite de gastos
De acordo com o ministro da Fazenda, Reforma Fiscal terá vigência de 20 anos, e pode mudar de critérios a partir do décimo ano
Henrique Meirelles explica Novo Regime Fiscal
Em entrevista nesta quarta-feira (15), ministro da Fazenda explica a nova Reforma Fiscal que será proposta ao Congresso
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicou que o governo prosseguirá tendo limite mínimo de recursos para essas áreas
Meirelles: restrição não afetará Saúde e Educação
De acordo com o ministro da Fazenda, Reforma Fiscal terá vigência de 20 anos, e pode mudar de critérios a partir do décimo ano
Meirelles: Três Poderes terão limite de gastos
Em entrevista nesta quarta-feira (15), ministro da Fazenda explica a nova Reforma Fiscal que será proposta ao Congresso
Henrique Meirelles explica Novo Regime Fiscal

Últimas imagens

A Petrobras manteve a colocação do ano passado no levantamento, que engloba empresas multinacionais
A Petrobras manteve a colocação do ano passado no levantamento, que engloba empresas multinacionais
Foto: Divulgação/Petrobras
De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a renegociação deve atenuar o impacto das adversidades climáticas na região do semiárido
De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a renegociação deve atenuar o impacto das adversidades climáticas na região do semiárido
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Antes de sacar o PIS, o trabalhador deverá verificar se o benefício não foi depositado diretamente na conta
Antes de sacar o PIS, o trabalhador deverá verificar se o benefício não foi depositado diretamente na conta
Foto: Edson Lopes Jr/Fotos Públicas

Governo digital