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Economia e Emprego

Combate à inflação por meio da política de juros será mantido, afirma relatório do BC

Estabilidade da economia

Copom avalia que os efeitos da elevação da taxa Selic sobre a inflação, em parte, ainda estão por se materializar.
por Portal Brasil publicado: 24/07/2014 15h19 última modificação: 24/07/2014 16h01

A inflação brasileira tem mostrado resistente, mas, mantidas as condições monetárias, como a atual taxa básica de juros Selic, que está em 11% ao ano, tende a entrar em trajetória de convergência para a meta nos trimestres finais do horizonte de projeção, afirma a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta quinta-feira (24).

O Copom pondera que a elevada variação dos índices de preços ao consumidor nos últimos 12 meses contribui para que a inflação ainda mostre resistência. Concorrem para isso o realinhamento dos preços domésticos em relação aos internacionais e o realinhamento dos preços administrados em relação aos livres. 

O Comitê reconhece que esses ajustes de preços relativos têm impactos diretos sobre a inflação e reafirma sua visão de que a política monetária pode e deve conter os efeitos de segunda ordem deles decorrentes. 

“A propósito, para combater essas e outras pressões inflacionárias, as condições monetárias foram apertadas, mas o Comitê avalia que os efeitos da elevação da taxa Selic sobre a inflação, em parte, ainda estão por se materializar. Além disso, é plausível afirmar que, na presença de níveis de confiança relativamente modestos, os efeitos das ações de política monetária sobre a inflação tendem a ser potencializados”, ressalta o documento. 

De acordo com o relatório, a inflação continua em níveis moderados ou baixos nas economias maduras e está em níveis mais elevados nas economias emergentes. Mas o Copom pondera que o ritmo de expansão da atividade doméstica tende a ser menos intenso neste ano, em comparação ao de 2013, e que, no médio prazo, mudanças importantes devem ocorrer na composição da demanda e da oferta agregada. Nesse contexto, o consumo tende a crescer em ritmo mais moderado do que o observado em anos recentes; e os investimentos tendem a ganhar impulso. 

Pelo lado da oferta, o relatório avalia que, em prazos mais longos, emergem perspectivas mais favoráveis à competitividade da indústria, e também da agropecuária; e o setor de serviços tende a crescer a taxas menores do que as registradas em anos recentes. Para o Comitê, é plausível afirmar que esses desenvolvimentos – somados a avanços na qualificação da mão de obra e ao programa de concessão de serviços públicos – vão resultar em uma alocação mais eficiente dos fatores de produção da economia e em ganhos de produtividade. 

 O comitê ressalta, ainda, que a velocidade de materialização das mudanças citadas e dos ganhos delas decorrentes depende também do fortalecimento da confiança de firmas e famílias. 

Cenário internacional 

No cenário internacional, as economias emergentes apontam crescimento moderado. Especificamente sobre a Europa, cita o Copom, em que pesem avanços recentes, altas taxas de desemprego, aliadas à consolidação fiscal e a incertezas políticas constituem elementos de contenção de investimentos e do crescimento. 

Em relação à política monetária, o Copom lembra que o banco central norte-americano (Federal Reserve) deu continuidade à redução da compra de ativos e, de modo geral, prevalecem posturas acomodatícias nas economias maduras. 

Nas economias emergentes, prevalecem posturas de política monetária relativamente menos acomodatícias. A inflação continua em níveis moderados ou baixos nas economias maduras; e, nas emergentes, em níveis mais elevados. 

Fonte:
Portal Brasil com informações do Banco Central

 

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