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Economia e Emprego

Cúpula dos Brics começa nesta segunda-feira (14)

Relações internacionais

Encontro vai debater a formalização da proposta de criação do Banco de Desenvolvimento e do Arranjo Contingente de Reservas do Bloco
por Portal Brasil publicado: 14/07/2014 13h53 última modificação: 14/07/2014 16h10

Começa, nesta segunda-feira (14), em Fortaleza (CE), a VI Cúpula do Brics. O grupo de países em desenvolvimento é formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Nesta segunda, serão realizadas as reuniões dos ministros das Finanças, dos presidentes dos Bancos Centrais, dos ministros do Comércio e dos presidentes de bancos de desenvolvimento dos cinco países. Além disso, também acontecem o foro empresarial e o encontro do Conselho Empresarial do Brics.

Nesta terça-feira (15), serão realizadas assinatura de atos pelos chefes de estado presentes e em seguida acontece uma sessão plenária. Às 18h, os líderes seguirão para Brasília, onde acontecerá, na quarta-feira (16), o terceiro e último dia da Cúpula.

Entre os principais pontos a serem debatidos no encontro estão a formalização da proposta de criação do Banco de Desenvolvimento e do Arranjo Contingente de Reservas (CRA).

O banco conjunto terá como função financiar projetos de infraestrutura e sustentabilidade. A Instituição Financeira terá capital inicial de US$ 50 bilhões, sendo US$ 10 bilhões em recursos e US$ 40 bilhões em garantias. Depois da assinatura do acordo para sua criação, o banco terá que ser aprovado pelos parlamentos dos cinco países.

A presidência do banco, que será rotativa, e o local de sede serão definidas na cúpula, em Fortaleza, bem como o conselho de administração e outras questões técnicas.

O Brasil foi o único membro que não se candidatou a sediar o banco. As opções são Xangai (China), Joanesburgo (África do Sul), Moscou (Rússia) e Nova Delhi (Índia).

Já o fundo servirá para ajudar os países do bloco em caso de dificuldades com balanço de pagamentos. O capital inicial do fundo será de US$ 100 bilhões. A China entrará com US$ 41 bilhões; o Brasil, a Rússia e Índia com US$ 18 bilhões cada; e a África do Sul com US$ 5 bilhões.

Encontros Prévios

Nesta segunda (14), em Brasília, o governo brasileiro recebe o presidente da Rússia no Palácio do Planalto. A reunião busca estreitar laços e aumentar fluxo comercial entre os dois países.

Em 2013, a corrente de comércio entre as duas nações chegou a cerca de US$ 5,6 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), e a meta é ampliar as trocas para US$ 10 bilhões.

Ainda antes da realização da Cúpula, o governo brasileiro se reuniu com autoridades chinesas, na última sexta-feira (11). O encontro ocorreu na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), e aconteceu dentro do âmbito da quarta reunião da Subcomissão de Indústria e Tecnologia da Informação da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban).

No evento, foram apresentadas propostas de cooperação entre os dois países nos setores industrial e de tecnologia da informação. Compareceram à reunião autoridades de governo e representantes de indústrias dos dois países. 

O Brasil pretende atrair investimentos chineses nas áreas de energia eólica e solar e cooperar no desenvolvimento de soluções tecnológicas para Internet das Coisas, (conceito que integra pessoas e objetos com a utilização de sensores wireless e de nanotecnologia).

Durante o encontro, as autoridades dos dois governos acordaram a criação de grupos de trabalho para discutir temas da indústria eletrônica e semicondutores, equipamentos pesados e automóveis. A próxima reunião da Subcomissão de Indústria e Tecnologia da Informação da Cosban será realizada na China, em 2015.

Atualmente, a China é o maior parceiro comercial do Brasil e possui investimentos voltados às áreas de energia, infraestrutura, telecomunicações, setor automotivo, bens de capital e eletroeletrônicos.

Fonte:
Portal Brasil, com informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; da Agência Caixa de Notícias e do Blog do Planalto

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