Economia e Emprego
Microcrédito orientado favorece superação da pobreza
Estudo
Entre os anos de 2006 e 2010, o pesquisador Ricardo Abramovay coordenou um estudo que avaliou os impactos sociais e econômicos da participação de agricultores familiares das zonas rurais nordestinas em programas de microcrédito orientado.
De acordo com a pesquisa, os produtores que participam das iniciativas de fomento e conscientização financeira têm mais chances de inserção em mercados agropecuários e, consequentemente, de superação da pobreza.
“Quando se comparam os agricultores com mais tempo de exposição ao Programa com os recém-ingressos, os resultados mostram que os primeiros tiveram aumento de estoque de animais em 18%, bem como produção agrícola 28% superior aos que estão iniciando suas atividades com o Agroamigo”, afirma Ricardo Abramovay.
O estudo considerou indicadores como acesso a bens duráveis e à rede bancária, consumo de carne, desenvolvimento de poupança e aquisição de meios de transporte.
A pesquisa foi baseada nos agricultores familiares mais pobres, enquadrados no Grupo B do programa de fortalecimento da agricultura familiar do governo federal.
À época, esses produtores possuíam renda anual bruta de até R$ 6 mil. Dois terços dos cerca de 1,6 mil entrevistados recebiam parcelas do programa de transferência de renda do governo federal.
Fonte:
Banco do Nordeste
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