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Economia e Emprego

Economistas preveem aumento das exportações neste ano, revela pesquisa do Banco Central

BOLETIM FOCUS

Previsão subiu de US$ 2 bi para US$ 2,50 bilhões em 2014. Mercado voltou a cortar a aposta para o crescimento e subiu a projeção de inflação neste ano
publicado: 25/08/2014 12h02 última modificação: 25/08/2014 12h06

Os economistas consultados semanalmente pelo Banco Central, na pesquisa Focus, preveem um aumento do saldo da balança comercial brasileira em 2014 (resultado do total de exportações menos as importações). A projeção subiu de US$ 2 bilhões para US$ 2,50 bilhões, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (25), pelo Banco Central. 

Para 2015, a previsão de superávit comercial ficou estável em US$ 8 bilhões. A expectativa de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil (IED), recursos que vão para o setor produtivo da economia, também ficou estável em US$ 60 bilhões para este ano, e em US$ 56 bilhões para 2015. 

A estimativa para o saldo negativo em transações correntes (registros de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) caiu de US$ 81,45 bilhões para US$ 81,2 bilhões neste ano e avançou de US$ 74,1 bilhões para US$ 75 bilhões em 2015. 

O cenário para o mercado de câmbio no fim de 2014 também mostrou estabilidade, com R$ 2,35 por dólar. Para o término de 2015, a previsão para a taxa de câmbio permaneceu em R$ 2,50 por dólar. 

Mercado descarta alta da taxa básica de juros neste ano 

Os cerca de 100 investidores do mercado consultados pelo BC descartaram, mais uma vez, a possibilidade de alta da taxa básica de juros (Selic) da economia brasileira neste ano. A taxa está em 11% e, para o mercado, continuará neste patamar até o final do ano. 

Para ra o fim de 2015, a previsão dos analistas para o juro básico subiu de 11,75% para 12% ao ano. Na semana passada, a média das previsões era de variação de 11,75% ao ano para os juros no próximo ano. 

PIB e inflação

Pela 13ª vez seguida, os economistas do mercado financeiro baixaram, desta vez de 0,79% para 0,70%,  a previsão de crescimento neste ano do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no País. Para 2015, a expectativa é de um crescimento de 1,2%, há duas semanas seguidas.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE), que mede a inflação oficial do País, a estimativa foi ajustada de 6,25% para 6,27% neste ano e de 6,25% para 6,28%, em 2015.

A pesquisa semanal Focus também traz a mediana (desconsidera os extremos) das expectativas para a inflação verificada pelo Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), pesquisado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que caiu de 3,89% para 3,63% em 2014 e se manteve em 5,50% em 2015.

Para o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), também da FGV, a estimativa caiu de 3,98% para 3,87% neste ano e de 5,59% para 5,54% em 2015. A estimativa da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) também caiu, de 5,38% para 5,41% em 2014, e permanece em 4,91% para 2015.

Fonte: Portal Brasil com informações do Banco Central

 

 

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