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Economia e Emprego

Em junho, produção industrial recua 1,4%

Indústria

Nos últimos doze meses foi registrado resultado negativo de 0,9%
por Portal Brasil publicado: 01/08/2014 19h10 última modificação: 01/08/2014 19h10

A produção industrial nacional apresentou queda de 1,4% em junho de 2014, na comparação com maio deste ano, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (1). Confira a publicação completa.

Se comparado a junho de 2013, o total da indústria apontou redução de 6,9%. No primeiro semestre de 2014, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 2,6%.

Os índices do setor industrial também foram negativos para o fechamento do segundo trimestre de 2014 (-5,4%). Nos últimos doze meses, com o resultado de junho, foi registrado o primeiro resultado negativo desde março de 2013 (-0,9%).

Panorama de junho

De acordo com o IBGE, as principais influências negativas foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-12,1%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-29,6%).

Outras contribuições negativas importantes sobre o total da indústria vieram dos ramos de:

  • Máquinas e equipamentos (-9,4%);
  • Confecção de artigos de vestuário e acessórios (-10,0%);
  • Produtos de borracha e de material plástico (-5,6%);
  • Outros equipamentos de transporte (-12,3%);
  • Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7,4%);
  • Perfumaria, sabões, detergentes, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-3,1%);
  • Produtos de minerais não-metálicos (-3,4%); e
  • Produtos têxteis (-6,7%).

Por outro lado, entre os seis ramos que ampliaram a produção nesse mês, os desempenhos de maior importância para a média global foram registrados por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (6,6%), produtos alimentícios (2,1%) e bebidas (2,5%).

Grandes categorias econômicas

Em junho, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, entre as grandes categorias econômicas bens de consumo duráveis, ao recuar 24,9%, assinalou a queda mais acentuada desde o início da série histórica e a quarta taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto, acumulando nesse período perda de 33,3%.

O segmento de bens de capital (-9,7%) apontou o quarto mês seguido de queda na produção, com perda acumulada de 17,9% nesse período. O setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis, com redução de 1,3%, eliminou a expansão de 1,1% acumulada nos meses de abril e maio.

Já os bens intermediários (-0,1%) mostraram a taxa negativa mais moderada em junho de 2014, mas marcou o terceiro mês seguido de queda na produção, acumulando nesse período redução de 1,2%.

Junho de 2013

Na comparação com junho de 2013, segundo o IBGE, a atividade de veículos automotores, reboques e carrocerias, que recuou 36,3%, exerceu a maior influência negativa na formação da média da indústria, pressionada em grande parte pela menor fabricação de automóveis, de caminhões, de caminhão-trator para reboques e semirreboques, de autopeças e de veículos para transporte de mercadorias.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram da redução na produção de:

  • Máquinas e equipamentos (-14,2%);
  • Metalurgia (-12,7%);
  • Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-25,1%);
  • Produtos de metal (-15,6%);
  • Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-18,4%);
  • Produtos de borracha e de material plástico (-10,4%);
  • Outros produtos químicos (-6,3%); e
  • Outros equipamentos de transporte (-21,2%).

Ainda na comparação com junho de 2013, entre as cinco atividades que aumentaram a produção, os principais impactos foram observados em coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (9,9%), produtos alimentícios (7,4%), indústrias extrativas (2,9%) e bebidas (9,4%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de consumo duráveis (-34,3%) e bens de capital (-21,1%) assinalaram, em junho de 2014, os recuos mais acentuados

Os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis (-3,0%) e de bens intermediários (-2,9%) também registraram resultados negativos nesse mês, mas em intensidade menor do que a média nacional (-6,9%).

Fonte:
Portal Brasil, com informações do IBGE

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