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Economia e Emprego

Banco Central prevê inflação oficial menor neste ano com taxa de 6,3%, informa relatório

CENÁRIO ECONÔMICO

Queda é de 0,1 ponto percentual em relação à previsão de 6,4% feita em junho. Taxa de média de juros deve ficar em 11% em 2014 e em 10,75% ao ano em 2016
por Portal Brasil publicado: 29/09/2014 12h49 última modificação: 29/09/2014 15h35

O Banco Central prevê um cenário favorável ao controle da inflação no País, com a pressão sobre os preços em ritmo de desaceleração até 2015. Por isso, a autoridade monetária reduziu a previsão para a inflação oficial em 2014, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE).

O indicador recuou de 6,4%, na previsão feita em junho, para 6,3% agora, queda de 0,1 ponto percentual, com repercussão os cenários de referência, que incluem juros e câmbio fixos, e no cenário de mercado, que abrange a estimativa dos bancos para juros e câmbio. Os dados estão no Relatório Trimestral de Inflação, do Comitê de Política Monetária (Copom/BC), divulgado nesta segunda-feira (29).

“O Copom pondera que, apesar de a inflação ainda se encontrar elevada, pressões inflacionárias ora presentes na economia — a exemplo das decorrentes dos (...) processos de realinhamentos de preços e de ganhos salariais incompatíveis com ganhos de produtividade — tendem a arrefecer ou, até mesmo, a se esgotarem ao longo do horizonte relevante para a política monetária”, diz o relatório.

Para 2015, a previsão de inflação, no cenário de referência, passou de 5,7% para 5,8% e, no de mercado, de 6% para 6,1%. Para o ano que vem, a previsão para o IPCA no cenário de referência, passou de 5,7% para 5,8%. No cenário de mercado, avançou de 6% para 6,1%.

No acumulado em 12 meses até junho de 2016, a estimativa é de 5% no cenário de referência e 5,2% no cenário de mercado. “A projeção parte de 6,6% no terceiro trimestre de 2014 e encerra o ano em 6,3%.

O Copom avalia também que as compras de produtos externos tendem a contribuir para o arrefecimento das pressões inflacionárias domésticas por meio de dois canais. Em primeiro lugar, porque esses produtos competem com os produzidos domesticamente e, assim, impõem maior disciplina aos formadores de preços. Em segundo, porque as importações reduzem a demanda nos mercados de insumos domésticos, concorrem para o arrefecimento de pressões de custos e, por conseguinte, de seus eventuais repasses para os preços ao consumidor.

“A esse respeito, é importante adicionar que pressões de custos de fatores não amparadas por ganhos de eficiência contribuem para reduzir a competitividade das empresas domésticas no mercado internacional de bens e de serviços, em ambiente global no qual ainda prevalece excesso de capacidade ociosa”, ressalta o banco.

Taxa de juros

No que se refere à evolução da taxa Selic média, as expectativas para o quarto trimestre de 2014 mantiveram-se em 11% ao ano. Para o quarto trimestre de 2015, recuaram de 12,08% ao ano para 11,65% ao ano.

Para 2016, a previsão para a Selic média é de 10,75% ao ano, informa o relatório do Comitê de Política Monetária do Banco Central.

Crescimento

O BC reduziu a projeção de crescimento da economia neste ano. De acordo com o relatório, o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no País, deve apresentar expansão de 0,7%, ante previsão anterior de 1,6%. Para o período de 12 meses encerrado em junho de 2015, a estimativa de crescimento para o PIB é de 1,2%.

A produção agropecuária deve avançar 2,3%, contra uma projeção anterior de 2,8%. A retração da produção industrial foi calculada em 1,6%, contra uma estimativa anterior de 0,4%. O crescimento do setor de serviços foi ajustado de 2% para 1,2%.

A projeção para o avanço no consumo das famílias agora é de 1,6%, contra 2% previstos em junho. A retração nos investimentos – Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – passou para 6,5%, ante 2,4% no relatório de junho. A projeção para o consumo do governo recuou de 2,1% para 1,7%.

Em relação ao comércio exterior, a projeção para as exportações subiram de 2,3% para 3,6%, enquanto a previsão de importação passou de 0,6% para 1%.

Para o Banco Central, esse ritmo de crescimento reduz a pressão sobre a inflação, com benefícios para a economia. O Copom prevê vê um alinhamento entre oferta e demanda, com mudanças estruturais que apontam desaceleração no consumo e avanço no investimento. A expectativa é que o cenário externo também estimule o aumento de competitividade do setor produtivo.

“Na visão do Copom, as mudanças (...) antecipam uma composição do crescimento de médio prazo mais favorável ao crescimento potencial. Nessa direção também apontam avanços em qualificação da mão de obra e o programa de concessão de serviços públicos”, afirma o relatório.

E acrescenta que, nesse contexto, o comitê entende que, “em prazos mais longos, emergiriam bases para ampliação da taxa de investimento da economia, para uma alocação mais eficiente dos fatores de produção e, consequentemente, para que as taxas de crescimento do PIB efetivo retomassem patamares mais elevados e até mesmo para que o crescimento potencial aumentasse”.

O relatório ressalva, contudo, que a velocidade da materialização das mudanças acima citadas e dos ganhos delas decorrentes depende do fortalecimento da confiança das empresas e das famílias.

Fonte:
Portal Brasil com informações do Banco Central

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