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Economia e Emprego

Indústria surpreende mercado e cresce 0,7% em julho, revelam dados do IBGE

ATIVIDADE ECONÔMICA

Principal avanço foi em produtos de informática e eletrônicos, maior expansão da série histórica. Setor de veículos automotores eliminou parte da perda de maio e junho
publicado: 02/09/2014 11h03 última modificação: 02/09/2014 11h31

A produção da indústria nacional surpreendeu o mercado e interrompeu cinco meses de queda seguida, avançado 0,7% em julho, frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais (temporárias), segundo dados divulgados nesta terça-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O crescimento de junho para julho foi verificado em três das quatro grandes categorias econômicas e em 20 dos 24 ramos pesquisados. Entre as atividades, as principais influências positivas ocorreram em equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (44,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (8,5%).

O maio aumento foi no grupo produtos de informática e eletrônicos, que teve a maior expansão desde o início da série histórica e interrompeu quatro meses consecutivos de taxas negativas, que acumularam redução de -38,1%. Já o setor de veículos automotores eliminou parte da perda de 18,1% acumulada nos meses de maio e junho.

Avanços e quedas

Outras contribuições positivas importantes vieram dos ramos de outros equipamentos de transporte (31,3%), máquinas e equipamentos (7,0%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (13,1%), outros produtos químicos (2,4%), confecção de artigos de vestuário e acessórios (8,6%), produtos farmacêuticos e farmoquímicos (5,0%), produtos têxteis (5,9%), produtos de minerais não-metálicos (2,5%) e indústrias extrativas (1,1%).

Com exceção do último setor que mostrou taxa positiva pelo quinto mês seguido, as demais atividades apontaram resultados negativos em junho. Entre os quatro ramos que reduziram a produção nesse mês, os desempenhos de maior importância para a média global foram registrados por produtos alimentícios (-6,3%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,6%). O primeiro setor interrompeu três meses de crescimento na produção, período em que acumulou expansão de 6,9%, e o segundo eliminou parte do avanço de 6,5% alcançado no mês anterior.

Bens duráveis têm avanço expressivo

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis, ao avançar 20,3%, assinalou a expansão mais acentuada nesse mês e interrompeu quatro meses consecutivos de taxas negativas, período em que acumulou perda de 30,9%.

O segmento de bens de capital (16,7%) reverteu quatro meses seguidos de queda na produção, com perda acumulada de 19,2% nesse período. O setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis (0,7%), que também apontou resultado positivo nesse mês, repetiu o índice do total da indústria (0,7%), e eliminou parte do recuo de 1,4% registrado no mês anterior.

O segmento de bens intermediários (-0,3%) assinalou a única taxa negativa em julho de 2014 e marcou o quarto mês seguido de queda na produção, acumulando nesse período redução de 1,6%.

Taxa anualizada

No ano, a indústria teve cinco meses seguidos de resultados negativos, período que foi interrompido neste mas e que acumulou perda (-3,5%). Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou redução em julho de 2014 (-3,6%), quinta taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação.

Assim, o setor industrial acumulou queda nos sete meses do ano (-2,8%), intensificando, portanto, o recuo registrado no primeiro semestre de 2014 (-2,6%). A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, com o recuo em julho de 2014 (-1,2%), manteve a trajetória descendente iniciada em março último (2,0%) e assinalou o resultado negativo mais elevado desde janeiro de 2013 (-1,5%).

Veja a pesquisa completa no link:

www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/industria/2014/pimpfbr/.

Fonte: Portal Brasil com informações do IBGE

 

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