Economia e Emprego
Inflação oficial medida pelo IPCA é de 0,25% em agosto
INDICADORES ECONÔMICOS
A inflação oficial brasileira, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), variou 0,25% em agosto, contra 0,24% em agosto do ano passado. Os dados são da pesquisa divulgada nesta sexta-feira (5), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em julho, a taxa havia ficado em 0,01%.
A taxa de agosto de 2014 foi puxada pelo grupo de despesas habitação que teve avanço de 0,94%, representando mais de metade do IPCA cheio do mês. Com 0,05 ponto percentual cada, estão os itens empregados domésticos, que avançou 1,26%, e energia elétrica, com variação de 1,76% em agosto.
No item empregado doméstico se sobressai a região metropolitana do Rio de Janeiro, onde a variação atingiu 3,02%. A seguir vieram São Paulo (1,29%), Recife (1,02%) e Belo Horizonte (0,91%).
Principais avanços
Os resultados mostram que, considerando a passagem de um mês para o outro, foi transporte, com 0,33%, o grupo que mais acelerou. Parte desta aceleração é atribuída às passagens aéreas, que tiveram alta de 10,16%, enquanto haviam registrado queda de 26,86% em julho. Além disso, itens em queda no mês anterior reverteram para alta em agosto, a exemplo da gasolina (de - 0,80% para 0, 30%) e do automóvel novo (de - 0, 29% para 0, 22%). No caso do etanol (de -1,55% para - 0,07%), observa-se queda menos intensa de um mês para o outro.
De acordo com o IBGE, ainda houve impacto no indicador por causa dos preços de energia elétrica residencial. A tarifa de energia elétrica residencial subiu 1,76% em agosto, depois de avançar 4,52% no mês anterior. De janeiro a agosto, a energia elétrica variou 11,66%.
Os aumentos mais significativos foram de 24,28% em Belém e de 9,88% em Vitória, além de altas em São Paulo, Goiânia, Campo Grande e Brasília, cidades que passaram por reajustes nas tarifas. Os reajustes se refletiram no grupo Habitação, com a maior variação do mês entre as classes de despesas componentes do IPCA, de 0,94%.
Além disso, a taxa de água e esgoto subiu 1,46% após reajustes no Rio de Janeiro, Vitória e Fortaleza, além do menor efeito do Programa de Incentivo à Redução de Consumo de Água em São Paulo, que visa amenizar o o consumo em meio à maior crise de abastecimento de água dos últimos anos no estado.
Alimentos lideram maiores baixas
Já os alimentos tiveram uma queda de preços (deflação) de 0,15%. O grupo das despesas pessoais também ficou em 0,09%, menor do que a taxa de 0,12% do mês anterior. “Isto ocorreu em função, principalmente, da queda de 10,13% nas diárias dos hotéis, item que apresentou o mais expressivo impacto para baixo (-0,05 ponto percentual)”, explica o IBGE.
A baixa nos alimentos foi influenciada pela boa safra de grãos no Brasil e em vários países. Nesse grupo, as maiores quedas entre julho e agosto captadas pelo IBGE foram no preço da batata-inglesa (-17,87%), feijão-mulatinho (-11,68%), açaí (-9,55%), tomate (-5,80%) e hortaliças (-5,39%), além do óleo de soja (-4,94%).
No acumulado no ano, o IPCA fechou em 4,02%, acima dos 3,43% de igual período de 2013. Considerando os últimos 12 meses, o índice foi para 6,51%, próximo aos 6,50% relativos aos 12 meses anteriores. Em agosto de 2013, a taxa havia sido 0,24%.
Regiões
Dentre os índices regionais, os maiores foram os de Belém (0,98%) e Vitória (0,91%). Em Belém, a alta de 24,28% na energia elétrica foi a responsável pelo resultado, tendo em vista o reajuste de 34,41% vigente a partir de 7 de agosto.
Em Vitória, a energia elétrica (9,88%), com reajuste de 22,77% na mesma data, e a taxa de água e esgoto (5,25%), com reajuste de 5,81% a partir de primeiro de agosto, foram os principais responsáveis pelo resultado. Os menores índices foram os de Campo Grande (- 0,07%) e Belo Horizonte (- 0,02%).
INPC varia 0,18% em agosto
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), também divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE, variou 0,18% em agosto, acima do resultado de 0,13% de julho. Com isto, a variação no ano foi para 4,11%, acima dos 3,33% relativos a igual período de 2013.
O INPC abrange famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos que vivem nas mesmas regiões metropolitanas e capitais pesquisadas no IPCA. Considerando os últimos 12 meses, o índice está em 6,35%, próximo dos 6,33% dos 12 meses anteriores. Em agosto de 2013, o INPC havia sido 0,16%.
Os produtos alimentícios apresentaram queda de 0,20% em agosto, enquanto os não alimentícios tiveram alta de 0,35%. Em julho, os resultados foram -0,23% e 0,29%, respectivamente.
Dentre os índices regionais, o maior foi o de Vitória (0,91%), tendo em vista a alta da energia elétrica (9,85%), cujas tarifas foram reajustadas em 22,77% a partir de 7 de agosto. Além disso, houve pressão da taxa de água e esgoto (5,25%), com reajuste de 5,81% a partir de primeiro de agosto. O menor índice foi o de Campo Grande (- 0,13%).
Fonte: Portal Brasil com informações do IBGE
.
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















