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Economia e Emprego

Mantega propõe ajuste gradual no tripé macroecnômico a partir de 2015

POLÍTICA ECONÔMICA

Na política fiscal, superávit primário teria meta de 2 a 2,5% do PIB, com redução de despesas e recuperação de receitas. Ministro defendeu atual independência do BC
por Portal Brasil publicado: 15/09/2014 20h37 última modificação: 15/09/2014 20h38

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou nesta segunda-feira (15), durante o 11° Fórum de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), algumas propostas de ajustes na economia brasileira para 2015. O objetivo é preservar o chamado "tripé macroeconômico", composto pela política monetária, manutenção da atual autonomia operacional do Banco Central e política de câmbio flutuante.

 

Veja as propostas no link:


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Para isso, devem ser feitos ajustes no superávit primário, nos juros e no câmbio – políticas fiscal, monetária e cambial. Na política fiscal, está previsto o aumento gradual do superávit primário, cuja meta será de 2 a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e riquezas produzidos no País. O superávit primário é economia feita pelo governo para pagar os juros da sua dívida.

Ainda na política fiscal, Mantega citou a redução de despesas e recuperação de receita, com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2 e 2,5%. A meta cheia do superávit primário em 2014 era de cerca de 3% PIB, de acordo com a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Posteriormente, foi ajustada para cerca de 1,9 % do PIB.

Isto será possível, ressaltou Guido Mantega, porque o Brasil tem hoje uma economia mais sólida do que tinha em 2008, início da crise econômica internacional. Salientou que o País está preparado para a retomada do crescimento, com o apoio de condições conjunturais como o retorno do crédito, recuperação do mercado de consumo, a existência de reservas financeiras elevadas, um alto fluxo de investimento externo, a baixa dívida externa e o câmbio relativamente estável.

“Estamos prontos para o novo ciclo de expansão da economia”, declarou, aos participantes do Fórum de FGV. Na política monetária, o ministro falou sobre a preservação da autonomia operacional do Banco Central. E para a política cambial, enfatizou a manutenção do câmbio flutuante e intervenções do BC, para corrigir a volatilidade excessiva.

Sobre as políticas de desenvolvimento, o ministro da Fazenda defendeu a reforma tributária para o ICMS, PIS e Cofins, a continuidade das desonerações e a política industrial com subsídios à inovação.

Na palestra, o ministro citou as desonerações na folha de pagamento; a ampliação do Reintegra, que devolve a empresários 0,3% do valor exportado em produtos manufaturados por meio de créditos do PIS e Cofins; o Simples Nacional, que amplia a redução tributária para pequenos negócios; a manutenção da política industrial, com o Plano de Sustentação do Investimento (PSI) e a política de conteúdo local.

Além disso, citou os incentivos à política agrícola com recursos para custeio e comercialização e crédito para programas de investimento e modernização de equipamentos agrícolas, além de investimentos na infraestrutura brasileira e na construção de moradias populares.

Mantega defendeu ainda a manutenção da atual autonomia operacional do Banco Central. “Independência, você dá para os governos, para o Congresso, mas não para um núcleo de iluminados, que não foi votado pela população e teria poder de definir a política monetária e cambial, portanto a política econômica. Isso poderia ser feito sem ter um diálogo com as pessoas eleitas, os representantes da República. Acho complicado”, avaliou.

Fonte: Portal Brasil com informações da Agência Brasil e do Ministério da Fazenda

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