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Economia e Emprego

Plano em debate no I Foro Celac-China prevê cooperação em 13 setores de 2015 a 2019, diz Mauro Vieira

COMÉRCIO INTERNACIONAL

Mecanismo de cooperação visa aprofundar relação política, econômica e cultural entre países da AL, Caribe e China, além de ser instância para diálogo sobre agenda comum
por Portal Brasil publicado: 08/01/2015 18h37 última modificação: 08/01/2015 18h40

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, participa nesta quinta e sexta-feiras (8 e 9), em Pequim, da I Reunião dos Ministros das Relações Exteriores do Foro Celac-China. Será a primeira participação do embaixador Mauro Vieira em um encontro multilateral como ministro do Brasil. O encontro acontece no Great Hall of the People. 

Durante o encontro, deverá ser aprovado o Plano de Cooperação 2015-2019. O plano abrange 13 setores e prevê uma ampla gama de iniciativas. “É certo que teremos, doravante, que enfrentar alguns desafios na execução dessa cooperação setorial. Mas estamos igualmente seguros de que seremos capazes de superar os obstáculos que se nos apresentem e de que estaremos abrindo novas avenidas para o aprimoramento, aprofundamento e diversificação da cooperação entre nossa região e a China”, declarou o ministro  . 

O Foro Celac-China é um mecanismo de cooperação que visa a aprofundar a relação política, econômica e cultural entre os países da América Latina e do Caribe e a China, além de constituir instância para que os países participantes dialoguem sobre temas de interesse comum da agenda internacional. 

As relações comerciais entre a América Latina e Caribe e a China cresceram substancialmente nos últimos anos. Entre 2003 e 2013, a corrente de comércio entre a região e a China cresceu quase nove vezes (de US$ 29 bilhões para US$ 259,6 bilhões).

 

Mauro Vieira lembrou que, em muitas áreas, como desenvolvimento social, infraestrutura e agricultura familiar, a Celac e as demais organizações regionais e subregionais de integração (como a Unasul e o Mercosul) já dispõem de importante acervo de acordos regionais e projetos de cooperação.

“Será útil, assim, sempre que possível, valer-se desse arcabouço para promover a colaboração entre o Foro Celac-China e essas iniciativas regionais ou sub-regionais, agregando-lhes a valiosa contribuição chinesa”, ressaltou ele.

O ministro destacou ainda, que as regras de funcionamento do Foro, adotadas durante esta primeira reunião, foram concebidas de forma “a moldar nossa cooperação com a flexibilidade institucional necessária para avançar com arranjos de distintas configurações e de participação voluntária dos membros do foro”.

Investimentos na América Latina

Para Mauro Vieira, a partir do Foro Celac-China, os países passaram a contar também com mais um mecanismo para promover o comércio e o investimento recíprocos. “Nos últimos cinco anos, a China elevou substancialmente seu investimento direto na América Latina e no Caribe. Empresas brasileiras e de outros países da região também têm aumentado sua presença no mercado chinês. É nossa expectativa que o Foro Celac-China possa vir a estimular novos investimentos da região na China, assim como chineses na América Latina e no Caribe”, disse.

O ministro aproveitou para saudar o acordo assinado entre o Banco Popular da China e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em 2013, o qual estabelece fundo de investimento conjunto para promover projetos de infraestrutura na América Latina e no Caribe.

O referido fundo conta com contribuição chinesa de aproximadamente US$ 2 bilhões, distribuída entre empreendimentos no setor público e no setor privado. 

Histórico 

A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) é um organismo internacional criado a partir do Grupo do Rio e da Cúpula da América Latina e Caribe (Calc). Foi criado em 2010, durante encontro no México.

O Foro Celac-China foi lançado, simbolicamente, na Cúpula de Brasília de Líderes da China e de países da América Latina e Caribe, realizada em 17 de julho de 2014.


Já a constituição do Foro Celac-China nasceu de uma proposta chinesa à região, aceita pelos países latino-americanos e caribenhos na II Cúpula da C, em Havana, Cuba, em 27 de janeiro de 2014.

Fonte: Portal Brasil com informações do Ministério das Relações Exteriores

 

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