Economia e Emprego
Mercado aposta que Brasil continuará atraente ao investidor estrangeiro em 2014 e 2015
BOLETIM FOCUS
Apesar de manter o tom pessimista quanto ao cresciemnto, o mercado continua apostando que o Brasil seguirá atraente para os investidores internacionais neste ano e em 2015. A projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil (IED) permaneceu em US$ 60 bilhões na última semana, de acordo com a pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira (20).
Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte de recursos do exterior subiu de US$ 59,2 bilhões para US$ 60 bilhões.
Atualmente, segundo dados do Banco Central, o Brasil está entre os quatro principais países do mundo na atração de investimentos estrangeiros diretos e esse interesse vem crescendo ao longo da última década. O IED é considerado um investimento de alta qualidade, porque é de longo prazo e destinado ao setor produtivo do País.
Também as expectativas para a inflação oficial neste ano ficaram estáveis entre os investidores do mercado pesquisados pelo BC, com a previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permanecendo em 6,45%. Para 2015, a previsão do mercado também ficou estável em 6,30%. Pelo sistema de metas de inflação adotado pelo governo brasileiro, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5% durante o ano.
Para a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que foi mantida estável pelo Banco Central em 11% ao ano no começo de setembro, os analistas dos bancos acreditam que ela ficará neste patamar até dezembro de 2014. Para o fim de 2015, a previsão também se manteve estável em 11,88% ao ano.
Outra previsão de estabilidade foi feita pelo mercado a taxa de câmbio no fim de 2014, que permaneceu em R$ 2,40 por dólar. Para o término de 2015, a previsão ficou outra vez estável em R$ 2,50 por dólar.
Já a projeção para o superávit da balança comercial (exportações menos as importações) em 2014 caiu de US$ 2,44 bilhões para R$ 2,29 bilhões na semana passada. Por outro lado, para 2015, a previsão de superávit comercial subiu de US$ 7,27 bilhões para US$ 7,65 bilhões.
Crescimento
Os economistas do mercado financeiro, consultados pelo BC, voltaram a reduzir, na semana passada, a estimativa para o crescimento da economia brasileira neste ano, agora de 0,28% para 0,27% no avanço do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e riquezas produzidos no País.
Com isso, inverteram o movimento registrado na pesquisa anterior, quando tinham elevado a previsão de expansão da economia brasileira de 0,24% para 0,28%. Para 2015, a previsão do mercado para a expansão do PIB permaneceu em 1% em ambas as pesquisas.
Fonte: Portal Brasil com informações do Banco Central
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