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Economia e Emprego

Previsões do mercado ficam estáveis para inflação e crescimento, diz BC

BOLETIM FOCUS

Para investidores e especialistas, Copom deve manter taxa básica de juros da economia em 11% ao ano na reunião desta semana
por Portal Brasil publicado: 27/10/2014 18h38 última modificação: 27/10/2014 18h38

Os analistas do mercado financeiro, consultados semanalmente pelo Banco Central, mantiveram a projeção para a inflação oficial de 2014 em 6,45% na semana encerrada em 24 de outubro, de acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (27), pelo Banco Central (BC).

A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e riquezas produzidos no País, também ficou estável em 0,27%, previsão igual à da semana anterior.

A inflação oficial é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2015, os analistas também mantiveram a expectativa de 6,30% para o IPCA. 

Já para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), a previsão caiu de 5,38% para 5,34% em 2014 e recuou de 5,59% para 5,48% em 2015. E a estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) ficou em 3% em 2014 e segue em 5,52% em 2015. 

Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a projeção também se manteve em 3,09% em 2014 e em 5,50% em 2015. 

Taxa de juros 

Quanto à taxa de juros básica da economia brasileira, a Selic, os investidores e analistas do mercado consultados pelo BC reduziram as apostas de uma alta em 2015, de 11,88% para 11,50%. Para este ano, a estimativa segue em 11%, nível atual da taxa. 

Nesta terça (28) e quarta-feiras (29), o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reúne para decidir se mantém a taxa neste patamar atual. 

Câmbio, setor externo e exportações

O mercado prevê que o dólar deverá atingir o valor de R$ 2,40 e a dívida líquida do setor público passou de 35,10% para 35,25% do PIB.

No setor externo, a previsão para o deficit em conta corrente (contas externas) avançou de US$ 81 bilhões para US$ 81,5 bilhões. O saldo da balança comercial variou de US$ 2,29 bilhões para US$ 2,10 bilhões.

Os investimentos estrangeiros diretos (IED) devem permanecer em US$ 60 bilhões, avaliam os economistas. O IED representa a entrada de recursos externos para o setor produtivo da economia. A aposta do mercado para a produção industrial é de -2,24 em 2014.

Fonte: Portal Brasil com informações do Banco Central

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