Economia e Emprego
Valor da folha de pagamento real do trabalhador da indústria aumenta 0,5% em agosto
MERCADO DE TRABALHO
Em agosto de 2014, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente (fora os efeitos temporários) avançou 0,5% frente a julho, recuperando parte da perda de 5,1% acumulada nos dois últimos meses. A informação é da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes), divulgada nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Nesse mês, tanto a indústria de transformação (1,0%), como o setor extrativo (0,7%) apontaram taxas positivas. O principal impacto positivo foi verificado na Bahia (1,3%), impulsionado pelos avanços nos setores de produtos químicos (5,7%), de meios de transporte (8,5%), de minerais não-metálicos (14,8%) e de borracha e plástico (6,8%).
Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou queda de 1,6% no trimestre encerrado em agosto de 2014 frente ao patamar do mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em fevereiro último.
Setores
Setorialmente, os principais impactos positivos ocorreram nos setores de produtos químicos (3,4%) e de minerais não-metálicos (3,7%). No índice acumulado dos oito meses do ano, houve variação positiva de 0,4%, ritmo de crescimento abaixo do verificado no fechamento do primeiro semestre do ano (1,3%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. As taxas foram positivas em sete dos 14 locais pesquisados.
A principal contribuição positiva foi registrada pelas regiões Norte e Centro-Oeste (3,8%), seguidas por Santa Catarina (2,0%). Embora em menor escala, Paraná (1,0%) e Minas Gerais (0,5%) também tiveram avanço. Em sentido contrário, os impactos negativos mais relevantes foram observados no Rio Grande do Sul (-1,2%), Rio de Janeiro (-0,5%) e São Paulo (-0,1%).
Setorialmente, o valor da folha de pagamento real avançou em nove das 18 atividades pesquisadas, impulsionado pelos ganhos vindos de alimentos e bebidas (3,9%), de minerais não-metálicos (4,8%) e de borracha e plástico (3,5%).
Os setores de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-5,0%), de produtos de metal (-4,0%) e de máquinas e equipamentos (-1,7%) apresentaram as principais contribuições negativas no índice acumulado dos oito meses do ano. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao mostrar variação nula (0,0%) em agosto de 2014, permaneceu com a trajetória descendente iniciada em janeiro último (1,6%).
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/industria/pimes/.
Fonte: Portal Brasil com informações do IBGE
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















