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Economia e Emprego

Desemprego no Brasil cai ao menor nível para outubro desde 2002, diz IBGE

PLENO EMPREGO

Taxa tem terceira redução seguida e fica em 4,7% em outubro nas seis regiões metropolitanas pesquisadas. Número de ocupados cresceu 0,8% no mês
publicado: 19/11/2014 10h56 última modificação: 19/11/2014 10h56

A taxa de desemprego caiu de 4,9% em setembro para 4,7% em outubro no conjunto das seis regiões metropolitanas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a menor taxa para o mês de outubro desde o inicio da série histórica, em março de 2002, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada nesta quarta-feira (19).

A taxa superou as expectativas do mercado, que rodava em torno de 4,8%. A quantidade de pessoas desocupadas somou 1,1 milhão, mostrando estabilidade em relação a setembro e queda de 10,1% frente ao mesmo período de 2013.

No setor privado, o número de trabalhadores com carteira assinada  ficou em 11,7 milhões, sem variação significativa nas duas comparações. 

População ocupada cresceu

A população ocupada chegou a 23,3 milhões, alta de 0,8% na comparação mensal e estabilidade diante de outubro de 2013. A população não economicamente ativa foi estimada em 19 milhões. Em relação a setembro, houve estabilidade e, frente a outubro de 2013, cresceu 3,3%.

O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) foi estimado, em outubro de 2014, em 53,6%, para o total das seis regiões investigadas, registrando alta de 0,4 ponto percentual frente a setembro (53,2%) e queda de 0,6 ponto percentual no confronto com outubro do ano passado (54,2%). 

Rendimento médio aumenta em todas as regiões 

Em relação a setembro, o rendimento cresceu em Salvador (9,7%), Belo Horizonte (4,6%), Rio de Janeiro (0,8%) e São Paulo (2,8%); caiu em Porto Alegre (-1,8%) e não se alterou em Recife. Na comparação com outubro de 2013, o rendimento apresentou acréscimo em todas as regiões, com destaque para o Rio de Janeiro (8,6%) e Recife (8,4%).

Na classificação por grupamentos de atividade, para o total das seis regiões, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido em relação a setembro de 2014 foi na Indústria (6,4%). Nenhum grupamento apresentou queda e Educação, Saúde, Administração Pública manteve-se estável. Na comparação anual, observou-se aumento em todos os grupamentos, sendo o mais expressivo na Indústria (6,1%). 

Regiões 

Regionalmente, na comparação mensal, o cenário foi de estabilidade em todas as regiões. No confronto com outubro do ano passado, em Belo Horizonte, esse indicador caiu 1,9 ponto percentual (de 56,5% para 54,6%), e em Salvador ocorreu elevação de 1,6 ponto percentual (passou de 52,0% para 53,6%). 

Na análise do contingente de ocupados por grupamentos de atividade de setembro para outubro de 2014, observou-se estabilidade em todos os grupamentos. Em comparação com outubro do ano passado, houve queda de 4,0% no Comércio e alta de 4,4% em Outros serviços. 

Já na classificação por categorias de posição na ocupação, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido se deu entre os trabalhadores por conta própria, tanto na comparação mensal (5,2%) quanto na anual (6,0%). Militares e funcionários públicos estatutários apresentaram queda na comparação mensal (-1,5%) e, na comparação anual, os empregados sem carteira do setor privado mostraram rendimento estável. 

A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. 

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página 

www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/. 

Fonte: Portal Brasil com informações do IBGE

 

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