Economia e Emprego
Instituições buscam alternativas para alavancar a indústria de defesa
Crescimento
Diversos setores governamentais debateram, na última terça-feira (25), um estudo para mapear a base industrial de defesa brasileira.
A pesquisa está sendo desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), pelo Ministério da Defesa e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
"O projeto deverá oferecer os subsídios necessários para colocar o fortalecimento e o desenvolvimento da indústria nacional de defesa no centro da agenda de governo para a formulação de políticas públicas", afirmou a diretora adjunta da Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura (Diset/Ipea), Flávia Schimidt.
De acordo com a diretora, o mapeamento irá fornecer os elementos para a construção de políticas voltadas para o setor. “O Ipea tem o interesse de compreender mais detalhadamente o processo de desenvolvimento industrial e tecnológico no segmento da defesa. Dessa forma será possível avaliar as capacidades tecnológicas e as condições de competitividade das empresas”, disse.
SAE também já realizou levantamento similar
Em 2011, a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) constituiu um grupo de trabalho interno também com o intuito de estudar e desenvolver um diagnóstico para o setor. Desse modo, foram identificadas várias recomendações e linhas de ação que poderão contribuir para o fortalecimento da base industrial no país e, consequentemente, do setor produtivo.
Setor de defesa no mundo
De acordo com o assessor da SAE Giovanni Okado, em 2014, o último levantamento divulgado pelo Stockholm International Peace Research Institute (Sipri) mostrou que Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido dominam o ranking dos países que detêm as 100 maiores indústrias de defesa do mundo.
Em comparação com os Brics, grupo de países em desenvolvimento que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, a análise apresentou um ranking em que a Rússia aparece com sete empresas, a Índia com três empresas e o Brasil com apenas uma empresa.
“Levando em consideração o contexto internacional e a posição do Brasil nesse ranking, podemos afirmar que precisamos melhorar. Somos a sétima maior economia do mundo e temos possibilidades para pensar melhor a nossa atuação nessa área”, argumentou Okado.
“A indústria de defesa enfrenta hoje três fatores desafiadores: o orçamentário, investimentos em pesquisa e inovação, e, por último, incentivos à exportação e aos mecanismos de transferência de tecnologia por meio de acordos offset”, afirmou o assessor do Ministério da Defesa brigadeiro Euclides.
Para Alessandro Candeas, chefe de gabinete da SAE, a importância desse tema vai muito além de uma questão de soberania e de dissuasão.
“Estamos falando de competitividade industrial, de ciência, tecnologia e inovação, de comércio exterior, cadeias de produção e uso civil. Nesse sentido, é fundamental que a indústria brasileira possa não só criar produtos de defesa, mas também fazer com que ela tenha uso civil, ampliando o mercado potencial”, afirmou Candeas ao encerrar o workshop.
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