Economia e Emprego
Missão principal do BC será trazer inflação para centro da meta até 2016, diz Tombini
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Uma das missões institucionais mais importantes do Banco Central é assegurar a estabilidade e o poder de compra da moeda, por meio do regime de metas da inflação, enfatizou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que foi confirmado no cargo nesta quinta-feira (27) para o próximo mandato da presidenta Dilma Rousseff.
“Estamos trabalhando para trazer a inflação para o centro da meta, de 4,5% ao ano, no horizonte relevante, os próximos dois anos, 2015 e 2016. Essa é a missão precípua do Banco Central. Assegurar a estabilidade e o poder de compra da moeda na forma do controle da inflação”, disse Tombini.
Leilões de dólares
O presidente do Banco Central afirmou ainda que a economia global está saindo da crise de forma assimétrica, mas que isso tem um lado positivo para os mercados emergentes porque não há redução brusca da liquidez (dinheiro) no mercado internacional, o que torna o cenário atual melhor do que no passado.
Por outro lado, gera desafios em relação às taxas de câmbio, que se movem mais neste período. Neste quadro, a venda de dólares no futuro, os leilões de swaps cambiais, serão mantidos até dezembro de 2014, informou. O estoque de swaps vem sendo administrado por operações renovadas mensalmente e que vencem quase uniformemente ao longo dos próximos semestres.
“O swap cambial é liquidado em reais, apesar de ser um instrumento vinculado ao dólar, portanto não sensibiliza as reservas internacionais”, explicou. O volume ofertado no programa de swaps cambiais do BC até o momento é de cerca de US$ 100 bilhões , equivalente a menos de 30% das reservas internacionais.
Ele considera que o estoque de swaps e derivativos cambiais ofertados pelo Banco Central até o presente já atende de forma significativa a demanda por proteção cambial da economia. “É um nível bom de proteção à taxa de câmbio”.
Para Tombini, do ponto de vista da teoria da administração de portfólios, os leilões “fazem todo o sentido, porque reduzem o custo de carregamento das reservas”. Por isso, não há pressa em tratar dessa questão, enfatizou. Ele enfatizou, no entanto, que em momento algum falou sobre leilões de dólares a partir de 1º de janeiro.
A ameaça da deflação
Alexandre Tombini acrescentou que o cenário da recuperação econômica no mundo tem se revelado bastante assimétrico, especialmente quanto aos Estados Unidos, que vêm crescendo a uma taxa mais forte. “Mas, ao mesmo tempo, você tem a Europa, que ainda se depara com alguns riscos de entrar, por exemplo, em um território deflacionário”. E as políticas dos países da região estão sendo ajustadas diante desses desafios.
Por fim, o presidente do BC lembrou que uma economia importante, a do Japão, também tem enfrentado desafios e está adotando estímulos estruturais, fiscais e monetários para fazer com que a inflação suba e saia desse risco de deflação. De maneira geral, no entanto, o quadro atual é melhor do que o encontrado logo depois da crise, em 2008, observou.
Fonte: Portal Brasil
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