Economia e Emprego
Minuto de chamada no Brasil é um dos mais baratos do mundo
Telefonia móvel
Uma recente pesquisa divulgada pela consultoria de telecomunicações Teleco revelou que, ao contrário do que se costuma afirmar, o custo do minuto das ligações de celulares no Brasil é um dos mais baratos do mundo. O Brasil conta atualmente com 278,5 milhões de telefones celulares e um mercado de telefonia altamente competitivo, uma realidade que reforça a conclusão do estudo, de que o valor do serviço é realmente acessível. Os dados da pesquisa também coincidem com as informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que acaba de divulgar que o preço do minuto do celular no Brasil é de R$ 0,16.
O estudo realizado pela Teleco traça três linhas de análise dos preços do celular no Brasil em comparação com outros 17 países. A primeira delas considera a realidade brasileira, numa cesta de produtos de 100 minutos de ligações, sendo 90% destinadas a telefones celulares da mesma prestadora, 5% para celulares de outras prestadoras e 5% para telefones fixos. Essa Cesta Brasil custa US$ 6,90, cerca de R$ 15,00, com tributos.
A segunda linha leva em conta a média de utilização entre os 18 países estudados. Neste caso, considerando os mesmos 100 minutos, o volume de chamadas para celulares da mesma operadora é de 70%, para telefones móveis de outras operadoras é de 15% e para telefones fixos 15%. Neste cenário, a cesta no Brasil custa US$ 15,20, com tributos.

A terceira linha utiliza os mesmos itens da cesta da União Internacional de Telecomunicações (UIT), com baixa utilização do serviço. São 51 minutos, sendo 53,1% em chamadas para celulares da mesma operadora, 26,4% para ligações para telefones móveis de outras operadoras e 20,5% em chamadas para telefones fixos. Com isso, a cesta brasileira apurada é de US$ 12,20, com tributos.
Banda larga brasileira entre as mais baratas
A mesma pesquisa revelou que o preço da banda larga móvel no Brasil também está entre os mais baixos do mundo. Segundo o estudo, o valor que os brasileiros pagam pela "cesta de serviços" da banda larga pré-paga é de US$ 5,30, o segundo mais barato do mundo, entre os países estudados, atrás apenas da Índia. Na banda larga móvel pós-paga, a cesta brasileira custa US$ 11,60, com tributos.
Para fazer a avaliação, foi considerada uma cesta de banda larga pré-paga com consumo de pelo menos 300 MB e de banda larga pós-paga com consumo de dados de pelo menos 500 MB.
Para fazer a avaliação, foi considerada uma cesta de banda larga pré-paga com consumo de pelo menos 300 MB e de banda larga pós-paga com consumo de dados de pelo menos 500 MB.
O estudo adotou como preço de referência para o país o preço da prestadora líder em participação no mercado (market share), apurado nos sites das prestadoras, na moeda local do país e convertida para o dólar. Os preços foram coletados para pacotes de dados em tecnologias 3G e 4G para utilização em telefones celulares, não tendo sido considerados planos para modems. Foi dada preferência a pacotes que não fazem parte de um combo com voz e outros serviços.

No caso da banda larga fixa, foi considerado um consumo mínimo de dados de 1GB, com velocidade de download acima de 1 Mbps, superior à velocidade considerada pela União internacional de Telecomunicações, que é de 256 kbps. O preço apurado foi de US$ 13,20, com tributos, o que coloca o Brasil na terceira posição do ranking de preços mais baratos da banda larga fixa.

Segundo IBGE, brasileiros gastam 1% da renda com celular
A Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE mostrou que o brasileiro gasta, em média, 1% da renda com telefonia móvel, independente da faixa de renda.

Mas há quem gaste ainda menos. É o caso da analista de sistemas Luciana Peretti,que tem um plano pós-pago. O pacote inclui ligações ilimitadas para telefones da mesma rede e 100 minutos para outras operadoras, além da internet, que tem uma franquia de 2GB. "Estou satisfeita com o plano, tanto que nunca cheguei a estourar o limite", comenta.
Já a administradora Carolina Maia gasta com telefonia móvel a média divulgada pelo IBGE, de 1% da renda. Ela optou por um plano em que paga um valor mensal para fazer ligações ilimitadas dentro da mesma operadora. Para realizar chamadas para outra operadora e para acessar a internet, porém, é preciso colocar créditos. "Dessa forma, tenho maior controle sobre os gastos, com flexibilidade de recarga, quando necessário", explica.
Apesar de estar satisfeita com o valor que paga, Carolina ainda acha caro ligar para clientes de outras empresas. "Se eu ligar para telefones de outra operadora, o crédito acaba rapidinho", comenta. Esse problema, no entanto, está próximo de uma solução. Uma norma publicada pela Anatel em julho deste ano vai baratear os custos de ligações de celular entre operadoras diferentes e também as chamadas de fixo para móvel.
Pela determinação da agência, as tarifas de interconexão, cobradas quando uma operadora precisa utilizar a rede de uma concorrente, devem cair 90% até 2019. Com a redução, a expectativa é que os preços das chamadas entre operadoras concorrentes fiquem próximos aos cobrados nas ligações realizadas dentro da mesma rede. As reduções seguem a política estabelecida pelo Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), que já havia estipulado reduções graduais até 2015.
Fonte:
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