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Economia e Emprego

Setor público encerra 5 meses de queda com superávit primário de R$ 3,7 bi em outubro

CONTAS PÚBLICAS

Em setembro, O resultado tinha sido negativo em R$ 25,491 bilhões, segundo relatório do Banco Central
por Portal Brasil publicado: 28/11/2014 18h34 última modificação: 28/11/2014 18h47

O setor público consolidado (União, estados, municípios e empresas estatais) registrou superávit primário de R$ 3,7 bilhões em outubro, contra déficit de R$ 25,491 bilhões em setembro. Esse resultado interrompe uma série de cinco resultados negativos seguidos, de acordo com nota divulgada nesta sexta-feira (28), pelo Banco Central. O setor público consolidado exclui os bancos estatais, a Petrobras e a Eletrobras.

No mesmo período, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) apresentou superávit primário de R$ 4,9 bilhões, conforme dados divulgados na quarta-feira (26). Já os governos regionais e as empresas estatais tiveram déficits de R$ 741 milhões e R$ 434 milhões em outubro, respectivamente.

Leilões de swap cambial e juros

Os juros nominais (sem descontar a inflação), apropriados por competência, alcançaram R$21,5 bilhões em outubro, comparativamente a R$ 43,9 bilhões em setembro. Contribuiu para essa redução, segundo o Banco Central, o resultado favorável de R$ 6,8 bilhões nas operações de swap cambial, ante resultado desfavorável de R$ 18,4 bilhões no mês anterior.

No acumulado no ano, os juros nominais atingiram R$ 230,7 bilhões, comparativamente a R$ 194,9 bilhões no mesmo período de 2013. Em 12 meses, os juros nominais totalizaram R$ 284,6 bilhões (5,57% do PIB), elevando-se 0, 04 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

O resultado nominal (sem considerar a inflação do período), que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados por competência, foi deficitário em R$ 17,8 bilhões em outubro. No acumulado no ano, o déficit nominal alcançou R$ 242,2 bilhões, comparativamente a R$ 143,8 bilhões no mesmo período do ano anterior.

No mês, ocorreram expansões de R$35,2 bilhões na dívida mobiliária e de R$1,4 bilhão no financiamento externo líquido, contrabalançadas, parcialmente, pelas reduções de R$ 11,8 bilhões na dívida bancária líquida e de R$7 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária (total do dinheiro em circulação no País).

Fonte: Portal Brasil com informações do Banco Central

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