Economia e Emprego
Ajuste nas contas públicas e estímulo à poupança interna serão feitos com menor sacrifício possível à população, diz Dilma
Política Econômica
Durante seu discurso de posse no Congresso, nesta quinta-feira (1º) , a presidenta destacou algumas ações e atitudes concretas que vão nortear seu segundo mandato na área econômica. “As mudanças que o País espera para os próximos quatro anos dependem muito da estabilidade e da credibilidade da economia”, disse. “Mais que ninguém, sei que o Brasil precisa voltar a crescer”.
Ela ressalvou, no entanto, que essa meta será executado com um olhar voltado para o que é mais importante e mais prioritário: a manutenção do emprego e a valorização do salário, “muito especialmente, a política de valorização do salário mínimo que continuaremos assegurando”.
Dilma destacou que os primeiros passos desta caminhada passam por um ajuste nas contas públicas, um aumento na poupança interna, a ampliação do investimento e a elevação da produtividade da economia. “Faremos isso com o menor sacrifício possível para a população, em especial para os mais necessitados”.
E enfatizou: “Reafirmo meu profundo compromisso com a manutenção de todos os direitos trabalhistas e previdenciários. Temos consciência que a ampliação e a sustentabilidade das políticas sociais exigem equidade e correção permanente de distorções e eventuais excessos”.
A presidenta voltou a atacar o que chamou de falsa dicotomia entre estabilidade econômica e desenvolvimento com distribuição de renda. “Vamos mais uma vez derrotar a falsa tese que afirma existir um conflito entre a estabilidade econômica e o investimento social e em infraestrutura”.
Simples
Dilma se dirigiu em especial aos homens e mulheres que se dedicam ao empreendedorismo. “Ao falar dos desafios da nossa economia, faço questão de deixar uma palavra aos milhões de micro e pequenos empreendedores do Brasil. Em meu primeiro mandato, aprimoramos e universalizamos o Simples e ampliamos a oferta de crédito para os pequenos empreendedores.”
Disse que, neste novo mandato, vai avançar ainda mais e pretende encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei criando um mecanismo de transição entre as categorias do Simples e os demais regimes tributários.
“Vamos acabar com o abismo tributário que faz os pequenos negócios terem medo de crescer. Porque se o pequeno negócio não cresce, o País também não cresce. Nos dedicaremos, ainda, a ampliar a competitividade do nosso país e das nossas empresas”.
Relações internacionais
Dilma apontou que o governo manterá, como prioridade, as relações com a América do Sul, América Latina e Caribe, que se traduzirá no empenho em fortalecer o Mercosul, a Unasul e a Comunidade dos Países da América Latina e Caribe (Celac), “sem discriminação de ordem ideológica. Da mesma forma será dada ênfase às nossas relações com a África, com os países asiáticos e com o mundo árabe”.
“Com os Brics, nossos parceiros estratégicos globais - China, Índia, Rússia e África do Sul – avançaremos no comércio, na parceria científica e tecnológica, nas ações diplomáticas e na implementação do Banco de Desenvolvimento [entre esses países]e na implementação do acordo contingente de reservas”, acrescentou.
Dilma Rousseff acredita que é de grande relevância o aprimoramento do relacionamento brasileiro com os Estados Unidos, por sua importância econômica, política científica e tecnológica, sem falar no volume do comércio bilateral. “O mesmo é válido para nossas relações com a União Européia e com o Japão, com os quais temos laços fecundos’, acrescentou.
Conquistas
A presidenta Dilma lembrou que sempre orientou suas ações pela convicção sobre o valor da estabilidade econômica, a centralidade do controle da inflação, o imperativo da disciplina fiscal e a necessidade de conquistar e merecer a confiança dos trabalhadores e dos empresários.
Mesmo em meio a um ambiente internacional de extrema instabilidade e incerteza econômica, o respeito a esses fundamentos econômicos permitiu que o País colhesse resultados positivos. “Em todos os anos do meu primeiro mandato, a inflação permaneceu abaixo do teto da meta e assim vai continuar”.
Dilma disse que o cenário econômico hoje é preocupante, mas enumerou as conquistas obtidas pelo governo nos últimos anos. “O Brasil é hoje a 7ª economia do mundo, o 2º maior produtor e exportador agrícola, o 3º maior exportador de minérios, o 5º país que mais atrai investimentos estrangeiros, o 7º em acúmulo de reservas cambiais e o 3º maior usuário de internet”.
E acrescentou que, além disso, a dívida líquida do setor público é hoje menor do que no início de seu mandato. “As reservas internacionais estão em patamar histórico, na casa dos R$ 370 bilhões”.
Por outro lado, o Brasil continua atraente, com os investimentos estrangeiros diretos atingindo volumes recordes nos últimos quatro anos.
Desemprego
A mandatária brasileira destacou que, mais importante de tudo: a taxa de desemprego está nos menores patamares já vivenciados na história do País. “Geramos 5 milhões e 800 mil empregos formais em um período em que o mundo submergia em desemprego”.
Porém, ressalvou, é preciso avançar ainda mais e fazer mais e melhor. Por isso, no novo mandato “vamos criar, por meio de ação firme e sóbria na economia, um ambiente ainda mais favorável aos negócios, à atividade produtiva, ao investimento, à inovação, à competitividade e ao crescimento sustentável. Combateremos sem tréguas a burocracia”.
Fonte:
Portal Brasil
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