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Economia e Emprego

Apesar de todos os desafios, inflação de 2014 ficou dentro da meta combinada, diz Levy

Indicadores econômicos

Para 2015, ele lembra que ajustes que serão feitos para que economia volte a crescer poderão mexer com alguns preços, mas Banco Central estará vigilante
por Portal Brasil publicado: 09/01/2015 12h52 última modificação: 09/01/2015 14h36

A inflação oficial brasileira, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),  fechou o ano de 2014 em 6,41%, abaixo do teto da meta fixada pelo Banco Central, que era de  6,5% ao ano e menor que a de 2013, quando avançou 5,91%.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, enfatizou que, apesar de todos os desafios enfrentados pelo País em 2014, a taxa “ficou dentro do combinado”, disse ele, durante diálogo com internautas por meio do Facebook nesta sexta-feira (9). 

Ele previu que a taxa poderá flutuar durante o ano, mas que o Banco Central estará atento para manter a inflação dentro dos trilhos. “Em janeiro, realmente a inflação deve ser um pouco mais alta do que em alguns meses do ano passado. Em parte, é porque, janeiro e fevereiro são meses em que, todo ano, tem mais reajustes, como de escola, IPTU, ônibus etc,”, lembrou. 

O ministro reafirmou que ajustes já estão sendo feitos para que a economia do País volte a crescer. “Temos que fazer algumas arrumações e isso pode mexer em alguns preços. Os economistas chamam isso de mudança nos preços relativos e ela é importante para acomodar a economia em um novo caminho de crescimento”, explicou.

Para o futuro, Joaquim Levy disse que o objetivo é manter a inflação dentro da meta. “O mais importante é que o Banco Central, que é o guardião do valor do dinheiro, está atento e vai continuar cuidando para que a inflação esteja no caminho de não só ficar abaixo do teto, como expliquei acima, até o final de 2015, mas também para ela voltar para o objetivo de não passar de 4,5% em 2016”.

Ele voltou a defender a contenção dos gastos públicos, na luta contra o avanço da inflação . “Para a gente segurar a inflação é preciso que o governo não gaste demais. Se a gente fizer isso agora, vamos poder ter a inflação caindo no ano que vem”, enfatizou.

IPCA 

A taxa anualizada do IPCA, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostrou o impacto dos alimentos e transportes na inflação de de dezembro. O resultado final total do ano ficou em 6,41%. Em 2013, o indicador teve alta 5,91. 

Mesmo não registrando a maior taxa entre os grupos de gastos analisados, os alimentos exerceram o maior impacto no IPCA, subindo 8,03%, um pouco abaixo da taxa de 2013, pressionados principalmente pelas carnes, com alta de 22,21%. 

Em dezembro, o IPCA apresentou alta de 0,78% e ficou acima da taxa de 0,51% registrada em novembro em 0,27 ponto percentual. É a segunda maior taxa mensal do IPCA no ano, superada pela taxa de março, quando atingiu 0,92%. O ano de 2014 fechou, então, em 6,41%, acima dos 5,91% do ano anterior. Em dezembro de 2013, a taxa havia ficado em 0,92%.

Regiões

Dentre os índices regionais do mês, o maior ficou com a região metropolitana do Rio de Janeiro (1,39%), pressionado pelo item energia elétrica, cujas contas subiram 3,46% em função do reajuste de 17,75% em uma das concessionárias desde o dia  7 de novembro.

O item empregado doméstico também teve alta expressiva no Rio de Janeiro, de 1,83%. Além disto, o aumento nos preços dos alimentos consumidos fora de casa superou a média nacional, atingindo 2,28%.

As regiões metropolitanas de Recife (0,42%) e Belo Horizonte(0,44%) apresentaram os índices mais baixos do mês, destacando-se os alimentos, que ficaram em 0,72% e 0,63%, respectivamente. 

Fonte:
Portal Brasil 

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