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Economia e Emprego

Produção industrial cai 0,7% em novembro

Levantamento

No confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou redução de 5,8% em novembro de 2014
por Portal Brasil publicado: 08/01/2015 19h15 última modificação: 08/01/2015 19h15

Em novembro de 2014, a produção industrial nacional mostrou queda de 0,7% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após assinalar variações de -0,3% em setembro e de 0,1% em outubro. Confira a publicação completa.

No confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou redução de 5,8% em novembro de 2014, nona taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação e a mais intensa desde junho último (-6,9%).

Assim, o setor industrial acumulou queda de 3,2% nos 11 meses do ano. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, com o recuo de 3,2% em novembro de 2014, manteve a trajetória descendente iniciada em março último (2,0%) e assinalou o resultado negativo mais intenso desde janeiro de 2010 (-4,8%).

11 dos 24 ramos pesquisados registram queda em novembro

A redução de 0,7% da atividade industrial na passagem de outubro para novembro mostrou resultados negativos em três das quatro grandes categorias econômicas e em 11 dos 24 ramos pesquisados. Entre os setores, o principal impacto negativo foi registrado por produtos alimentícios, que recuou 3,4%.

Outras contribuições negativas vieram das atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,1%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,0%), metalurgia (-1,9%), indústrias extrativas (-0,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,8%) e máquinas e equipamentos (-1,0%).

Por outro lado, entre os 12 ramos que ampliaram a produção nesse mês, os desempenhos de maior importância foram assinalados por veículos automotores, reboques e carrocerias (1,2%), produtos diversos (11,9%), produtos farmacêuticos e farmoquímicos (3,6%) e produtos de minerais não-metálicos (1,3%). Vale ressaltar que essas atividades apontaram taxas negativas em outubro último: -2,0%, -3,7%, -10,3% e -2,1%, respectivamente.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês anterior, bens de consumo duráveis, ao recuar 2,1%, e bens de consumo semi e não-duráveis (-1,3%) assinalaram as quedas mais acentuadas, com ambas apontando dois meses seguidos de resultados negativos, período em que acumularam perdas de 3,6% e 1,8%, respectivamente.

O segmento de bens de capital, com variação negativa de 0,2%, também registrou queda na produção e interrompeu dois meses consecutivos de taxas positivas, período em que acumulou expansão de 1,0%.

O setor produtor de bens intermediários (0,0%) repetiu em novembro de 2014 o patamar do mês anterior e mostrou variação nula pelo segundo mês seguido.

Média móvel trimestral varia -0,3%

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral apontou variação negativa de 0,3% no trimestre encerrado em novembro frente ao nível do mês anterior, após registrar resultados positivos em setembro (0,4%) e outubro (0,1%).

Entre as grandes categorias econômicas, bens intermediários (-0,6%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-0,2%) assinalaram as taxas negativas. Por outro lado, os índices positivos foram assinalados por bens de consumo duráveis (1,5%) e bens de capital (0,3%).

Na comparação com novembro de 2013, produção industrial cai 5,8%

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 5,8% em novembro de 2014, com perfil disseminado de resultados negativos, já que as quatro grandes categorias econômicas e a maior parte (22) dos 26 ramos apontaram redução na produção.

Entre as atividades, a de veículos automotores, reboques e carrocerias (-14,4%) e a de produtos alimentícios (-8,7%) exerceram as maiores influências negativas.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram de metalurgia (-11,4%), máquinas e equipamentos (-8,8%), produtos de metal (-12,1%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-14,1%), outros produtos químicos (-5,3%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-9,2%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,7%), produtos de borracha e de material plástico (-5,0%) e produtos de minerais não-metálicos (-4,7%).

Por outro lado, entre as quatro atividades que aumentaram a produção, o principal impacto foi observado em indústrias extrativas (4,1%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de consumo duráveis (-11,0%) e bens de capital (-9,7%) assinalaram as quedas mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas.

Os setores produtores de bens intermediários (-5,8%), repetindo o resultado observado na média da indústria, e de bens de consumo semi e não-duráveis (-3,1%) também apontaram taxas negativas nesse mês.

O setor produtor de bens de consumo duráveis recuou 11,0% no índice mensal de novembro de 2014, nona taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto.

Nesse mês, o setor foi particularmente pressionado pela menor fabricação de automóveis (-10,8%), ainda influenciado por reduções de jornadas de trabalho e pela concessão de férias coletivas em várias unidades produtivas.

Outros impactos negativos importantes vieram de eletrodomésticos da “linha marrom” (-30,4%), motocicletas (-19,9%), móveis (-6,1%) e eletrodomésticos da “linha branca” (-7,6%). Por outro lado, a principal influência positiva foi observada no grupamento de outros eletrodomésticos, com avanço de 1,5%.

O segmento de bens de capital, ao recuar 9,7%, também assinalou o nono resultado negativo consecutivo no índice mensal. O segmento foi influenciado pelo recuo observado na maior parte dos seus grupamentos, com claro destaque para a redução de 15,9% de bens de capital para equipamentos de transporte.

As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital agrícola (-17,7%), para construção (-25,7%), para fins industriais (-1,1%) e para energia elétrica (-5,5%), enquanto o grupamento de bens de capital de uso misto (5,7%) apontou o único resultado positivo.

O segmento de bens de consumo semi e não-duráveis, com redução de 3,1%, também mostrou resultado negativo no índice mensal. O desempenho nesse mês foi explicado principalmente pelos recuos observados nos grupamentos de carburantes (-9,7%) e de semiduráveis (-4,4%).

Vale destacar também os resultados negativos assinalados pelos subsetores de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-1,5%) e de não-duráveis (-1,3%).

A queda na produção de bens intermediários (-5,8%) foi a nona taxa negativa consecutiva na comparação com igual mês do ano anterior e a mais intensa desde abril de 2012 (-6,0%).

O resultado desse mês foi explicado principalmente pelos recuos nos produtos associados às atividades de produtos alimentícios (-16,3%), metalurgia (-11,4%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-14,7%), produtos de metal (-15,1%), outros produtos químicos (-5,7%), produtos de borracha e de material plástico (-5,4%), produtos de minerais não-metálicos (-4,7%), produtos têxteis (-7,7%) e máquinas e equipamentos (-3,0%).

As pressões positivas foram assinaladas por indústrias extrativas (4,1%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,5%) e celulose, papel e produtos de papel (1,0%).

Ainda nessa categoria, vale citar também os resultados negativos observados nos grupamentos de insumos para construção civil (-7,7%), que marcou a nona queda consecutiva nesse tipo de comparação, e de embalagens (-1,8%).

Índice acumulado no ano cai 3,2%

No índice acumulado para os 11 meses de 2014, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 3,2%, com perfil disseminado de taxas negativas, alcançando as quatro grandes categorias econômicas, 19 dos 26 ramos, 61 dos 79 grupos e 63,7% dos 805 produtos pesquisados.

Entre os setores, o principal impacto negativo foi observado em veículos automotores, reboques e carrocerias (-17,3%). Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram dos setores de produtos de metal (-11,1%), metalurgia (-7,1%), máquinas e equipamentos (-5,6%), outros produtos químicos (-4,0%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7,5%), produtos de borracha e de material plástico (-4,2%) e produtos alimentícios (-0,9%).

Por outro lado, entre as sete atividades que ampliaram a produção, as principais influências foram observadas em indústrias extrativas (5,4%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,7%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para o índice acumulado nos 11 meses de 2014 mostrou menor dinamismo para bens de consumo duráveis (-9,1%) e bens de capital (-8,8%), pressionadas especialmente pela redução na fabricação de automóveis (-15,0%), na primeira, e de bens de capital para equipamentos de transporte (-16,5%), na segunda.

Os segmentos de bens intermediários (-2,9%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,1%) também assinalaram resultados negativos no índice acumulado no ano, mas ambos com queda menos intensa do que a observada na média nacional (-3,2%).

Fonte:
IBGE 

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