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Economia e Emprego

Setor público apresenta deficit de R$12,9 bilhões em dezembro

Gastos governamentais

Governo Central apresentou superavit de R$755 milhões. Governos regionais e as empresas estatais apresentaram deficits de R$11,3 bilhões e R$2,3 bilhões
por Portal Brasil publicado: 30/01/2015 17h06 última modificação: 30/01/2015 17h34

O setor público consolidado registrou deficit primário de R$12,9 bilhões em dezembro, informou o Banco Central do Brasil (BCB) nesta sexta-feira (30).

Por outro lado, o Governo Central apresentou superavit de R$755 milhões.

Já os governos regionais e as empresas estatais apresentaram deficits de R$11,3 bilhões e R$2,3 bilhões, respectivamente.

No ano, o resultado primário foi deficitário em R$32,5 bilhões (0,63% do PIB), comparativamente a superavit de R$91,3 bilhões (1,88% do PIB) em 2013.

O Governo Central, os governos regionais e as empresas estatais registraram deficits, na ordem, de R$20,5 bilhões, R$7,8 bilhões e R$4,3 bilhões.

Os juros nominais, apropriados por competência, alcançaram R$47,2 bilhões em dezembro, comparativamente a R$33,5 bilhões em novembro.

Contribuíram para essa elevação, o resultado mais desfavorável das operações de swap cambial; R$17 bilhões em dezembro ante R$8,7 bilhões em novembro; e o maior número de dias úteis.

No ano, os juros nominais atingiram R$311,4 bilhões (6,07% do PIB), comparativamente a R$248,9 bilhões (5,14% do PIB) em 2013. Entre os fatores determinantes dessa trajetória destacam-se as elevações da taxa Selic e do IPCA no ano, que incidem sobre parcela significativa do endividamento líquido, e o resultado das operações de swap cambial no período.

O resultado nominal, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados por competência, foi deficitário em R$60,1 bilhões em dezembro. No ano, o deficit nominal alcançou R$343,9 bilhões (6,70% do PIB), comparativamente a R$157,6 bilhões (3,25% do PIB) em 2013.

No mês, ocorreram expansões de R$19,1 bilhões na dívida bancária líquida, de R$17,5 bilhões na dívida mobiliária e de R$24,1 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária, contrabalançadas, parcialmente, pela redução de R$566 milhões no financiamento externo líquido.

Dívida mobiliária federal

A dívida mobiliária federal interna fora do Banco Central, avaliada pela posição de carteira, totalizou R$2.183,6 bilhões (42,5% do PIB) em dezembro, registrando acréscimo de R$83,6 bilhões em relação ao mês anterior.

O resultado refletiu emissões líquidas de R$62 bilhões, acréscimo de R$0,5 bilhão em razão da depreciação cambial e incorporação de juros de R$21,1 bilhões.

Destacaram-se as emissões líquidas de R$36,3 bilhões em LTN, de R$11,8 bilhões em NTN-B, de R$7,5 bilhões em NTN-F e de R$6,7 bilhões em LFT.

  • A participação por indexador registrou a seguinte evolução, em relação a novembro:
  • A porcentagem dos títulos indexados a câmbio permaneceu em 0,4%; a dos títulos vinculados à taxa Selic passou de 13,8% para 14,1%, em função de emissões líquidas de LFT;
  • A dos títulos prefixados passou de 30% para 31,6%, devido às emissões líquidas de LTN e NTN-F; e
  • A dos títulos indexados aos índices de preços elevou-se de 26,4% para 26,9% devido às emissões líquidas de NTN-B.

A participação das operações compromissadas reduziu-se de 29% para 26,6%, apresentando compras líquidas de R$74,2 bilhões.

Em dezembro a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado era a seguinte: R$469,4 bilhões, 21,5% do total, com vencimento em 2015; R$329 bilhões, 15,1% do total, com vencimento em 2016; e R$1.385,3 bilhões, 63,4% do total, vencendo a partir de janeiro de 2017.

A exposição total líquida nas operações de swap cambial alcançou R$285 bilhões em dezembro. O resultado dessas operações no mês (diferença entre a rentabilidade do DI e a variação cambial mais cupom) foi desfavorável ao Banco Central em R$17 bilhões.

Dívida líquida do setor público

A dívida líquida do setor público alcançou R$1.883,1 bilhões em dezembro (36,7% do PIB), elevando-se 0,5 p.p. do PIB em relação ao mês anterior e 3,1 p.p. em relação a 2013.

O deficit nominal do mês respondeu por elevação equivalente a 1,2 p.p. na relação DLSP/PIB em dezembro, compensada, parcialmente, pelo impacto da depreciação cambial de 3,75% no período, que respondeu por redução correspondente a 0,6 p.p.

No ano, os juros nominais, o deficit primário e o ajuste de paridade da dívida externa líquida contribuíram para elevar a relação DLSP/PIB em 6,1 p.p., 0,6 p.p. e 0,2 p.p. do PIB, respectivamente.

Em sentido contrário, o crescimento do PIB nominal, a desvalorização cambial de 13,4% acumulada no ano e o reconhecimento de ativos contribuíram para reduzir a relação em 1,9 p.p., 1,9 p.p. e 0,1 p.p. do PIB, respectivamente.

A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$3.252,4 bilhões em dezembro, 63,4% do PIB, elevando-se 0,4 p.p. do PIB em relação ao mês anterior e 6,6 p.p. em relação a 2013.

Fonte:
Banco Central do Brasil

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