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Economia e Emprego

Balanço de pagamentos registra superavit de US$562 milhões

Moeda estrangeira

Em janeiro, investimentos estrangeiros em carteira e diretos somaram US$ 9,7 bilhões e US$4 bilhões, respectivamente
por Portal Brasil publicado: 24/02/2015 16h53 última modificação: 24/02/2015 16h53

O balanço de pagamentos registrou superavit de US$562 milhões em janeiro, informou, por meio de nota à imprensa, o Banco Central do Brasil nesta terça-feira (24).

As transações correntes foram deficitárias em US$10,7 bilhões, acumulando, nos últimos doze meses, deficit de US$90,4 bilhões, equivalente a 4,17% do PIB.

A conta financeira apresentou ingressos líquidos de US$10,8 bilhões, destacando-se os investimentos estrangeiros em carteira, US$9,7 bilhões, e os investimentos estrangeiros diretos, US$4 bilhões.

A conta de serviços apresentou deficit de US$3,6 bilhões no mês, 8,3% acima do registrado em janeiro de 2014. As despesas líquidas com transportes somaram US$670 milhões, recuo de 9,6% na mesma base de comparação.

O item viagens internacionais registrou despesas líquidas de US$1,7 bilhão, acréscimo de 11,9%, comparativamente ao ocorrido em janeiro do ano anterior.

O resultado foi influenciado pela elevação de 4,1% nos gastos de turistas brasileiros em viagens ao exterior e redução de 13,8% nos gastos de viajantes estrangeiros ao Brasil.

Destacaram-se as elevações nas despesas líquidas em computação e informações, 27,5% e em royalties e licenças, 1,6%, e o recuo nas despesas líquidas com aluguel de equipamentos, 9%.

As remessas líquidas de renda para o exterior totalizaram US$4 bilhões no mês, recuo de 9,4% na comparação com janeiro de 2014. As despesas líquidas de lucros e dividendos somaram US$1,7 bilhão, ante US$2,5 bilhões no mesmo mês do ano anterior, enquanto as despesas líquidas de juros atingiram US$2,3 bilhões, 20,4% acima do resultado no período comparativo.

As saídas líquidas de renda de investimento direto totalizaram US$1,6 bilhão, 31,1% inferiores ao observado em janeiro de 2014. As remessas líquidas de renda de investimentos em carteira somaram US$2 bilhões, resultantes de despesas líquidas de lucros e dividendos, US$324 milhões, e de juros de títulos de renda fixa, US$1,7 bilhão. A despesa líquida de renda de outros investimentos somou US$405 milhões, redução de 23,4% comparado a janeiro do ano anterior.

As transferências unilaterais registram ingressos líquidos de US$98 milhões, recuo de 51% em relação a janeiro de 2014. O ingresso bruto de manutenção de residentes somou US$136 milhões, redução de 15,5% no mesmo período comparativo.

Os investimentos brasileiros diretos no exterior registraram aplicações líquidas de US$5,3 bilhões, compreendendo aplicações líquidas de US$7,2 bilhões em aquisição de participação no capital de empresas no exterior, enquanto os ingressos líquidos provenientes de empréstimos intercompanhias de filiais no exterior às matrizes brasileiras somaram US$1,9 bilhão.

Os investimentos estrangeiros diretos somaram ingressos líquidos de US$4 bilhões. Os ingressos líquidos em participação no capital de empresas no País atingiram US$2,4 bilhões, enquanto os desembolsos líquidos de empréstimos intercompanhias totalizaram US$1,6 bilhão. Em doze meses, os ingressos líquidos de IED somaram US$61,3 bilhões, equivalentes a 2,83% do PIB.

Os investimentos estrangeiros em carteira apresentaram ingressos líquidos de US$9,7 bilhões em janeiro, compostos por ingressos líquidos de US$1,7 bilhão em ações e US$8 bilhões em títulos de renda fixa.

Os ingressos líquidos em investimentos em títulos de renda fixa negociados no País atingiram de US$8,2 bilhões. As amortizações líquidas de bônus públicos negociados no exterior, incluindo recompras em mercado secundário, somaram US$203 milhões.

As amortizações líquidas denotes e commercial papers apresentaram US$130 milhões no mês. As operações em títulos de renda fixa de curto prazo negociados no exterior somaram ingressos líquidos de US$46 milhões.

Os outros investimentos brasileiros no exterior apresentaram retornos líquidos de US$146 milhões, compreendendo, dentre outros, redução de US$1,3 bilhão no saldo de depósitos mantidos por bancos brasileiros no exterior e expansão de US$1,4 bilhão em depósitos de empresas não financeiras. Os ingressos líquidos de empréstimos e créditos comerciais de curto prazo concedidos ao exterior somaram US$71 milhões no mês.

Os outros investimentos estrangeiros no País registraram ingressos líquidos de US$1,7 bilhão. O crédito comercial de fornecedores somou desembolsos líquidos de US$1,1 bilhão, concentrados em operações de curto prazo.

Os empréstimos de médio e longo prazos somaram ingressos líquidos de US$661 milhões, influenciados por desembolsos líquidos de empréstimos diretos, US$927 milhões.

Reservas internacionais

Ainda segundo o BCB, as reservas internacionais no conceito liquidez totalizaram US$372,2 bilhões em janeiro de 2015, redução de US$1,9 bilhão em relação ao mês anterior.

No mês, o estoque de linhas com recompra atingiu US$10,4 bilhões, recuo de US$100 milhões em relação à posição de dezembro de 2014. A receita de remuneração das reservas somou US$225 milhões.

As variações por preços elevaram o estoque em US$2,1 bilhões, enquanto as variações por paridades provocaram diminuição de US$4,4 bilhões. No conceito caixa, o estoque de reservas atingiu US$361,8 bilhões em janeiro, redução de US$1,8 bilhão em relação ao mês anterior.

Dívida externa

A posição da dívida externa bruta estimada para janeiro manteve-se estável em relação ao montante estimado para dezembro de 2014, totalizando US$348,7 bilhões.

A dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$292,6 bilhões, redução de US$369 milhões, enquanto o endividamento de curto prazo somou US$54,1 bilhões, elevação de US$385 milhões no mesmo período.

Dentre os determinantes da variação da dívida externa de longo prazo no período, destacam-se os empréstimos tomados pelo setor não financeiro de US$645 milhões e a redução provocada pela variação por paridades de US$1 bilhão.

A variação da dívida externa de curto prazo no período é explicada principalmente por empréstimos de curto prazo tomados pelo setor não financeiro de US$398 milhões.

Fonte:
Banco Central do Brasil

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