Economia e Emprego
Pequenos produtores vão receber curso de capacitação
Treinamento
Buscando disseminar tecnologias que aumentem a competitividade dos pequenos negócios rurais, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, e o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Luiz Barretto, assinaram um acordo de cooperação técnica na segunda-feira (30).
A parceria vai disponibilizar consultorias tecnológicas e de gestão com o objetivo de contribuir para a ascensão à classe média de produtores das classes D e E.
Atualmente, o Brasil tem mais de 5 milhões de propriedades rurais, que geram 16,6 milhões de postos de trabalho no campo, sendo 12 milhões nos pequenos negócios rurais.
Segundo a ministra Kátia Abreu, a classe média rural não precisa de benesses, mas de oportunidades. “Nossos produtores têm toda a condição de subir na vida. O que está faltando a eles não é nenhuma benesse, mas um pacote de oportunidades. Não se trata de caridade. O que queremos é deixá-los fortes e independentes, que eles aprendam a se agrupar para aumentar a renda”, afirmou
A ministra disse ainda que, diferentemente das cidades - que contam com 50% de sua população na classe média - o campo tem apenas 16% de produtores nesta faixa de renda.
Os 6% agropecuaristas mais ricos são responsáveis por 70% de toda a produção nacional, enquanto os 78% das faixas D e E produzem apenas 9%. “Essa distorção é inaceitável”, comentou Kátia.
A cooperação entre o mapa e o Sebrae também visa preparar os pequenos produtores para acesso a mercados diferenciados e a oportunidades em grandes eventos, como as Olimpíadas de 2016.
Para isso, serão traçadas estratégias de mercado a fim de promover acesso ao comércio exterior e à internacionalização dos pequenos negócios rurais.
Em relação à sustentabilidade, a ministra da Agricultura afirmou que a capacitação irá auxiliar os pequenos produtores a competir no mercado e manter biodiversidade intacta.
“Nós não queremos, não podemos e não devemos desmatar mais. Se melhorarmos a performance desses produtores, teremos condições de aumentar a produtividade sem desmatar, mas com assistência técnica e extensão rural”.
Indicações Geográficas e Agricultura de Baixo Carbono
Com o acordo, Mapa e Sebrae pretendem ampliar a renda e agregar valor a produtos e serviços do agronegócio. O Termo de Cooperação prevê, por exemplo, a ampliação do uso de Indicações Geográficas e de marcas coletivas, além da difusão de técnicas de Agricultura de Baixo Carbono.
A fim de fomentar a parceria sustentável e melhorar a competitividade, as micro e pequenas empresas rurais deverão ser inseridas em cadeias de produção capitaneadas por grandes empresas, alinhadas à perspectiva de encadeamento produtivo.
Para isso, o Sebrae desenvolve uma metodologia de trabalho que passa por cinco etapas:
- Mapeamento da demanda de bens e serviços e requisitos;
- Diagnóstico da situação atual da pequena empresa;
- Plano de ação;
- Consultoria e capacitação; e
- Avaliação da evolução das pequenas empresas.
Essas etapas são desenvolvidas após a grande empresa assumir compromisso junto ao Sebrae para a estruturação da cadeia produtiva.
Fonte:
Portal Brasil, com informações do Ministério da Agricultura e da Agência Brasil
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















