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Cidadania e Justiça

Brasil incentiva produção de etanol

Agronegócio

Os produtos de cana já representam 15,7% da oferta interna de energia brasileira, se considerarmos o etanol anidro, o hidratado e a bioeletricidade gerada pela biomassa da cana
por Portal Brasil publicado: 22/07/2015 00h00 última modificação: 22/07/2015 19h04

Em discurso durante inauguração da Unidade de Produção de Etanol 2G da Raízen, empresa de energia, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, lembrou ações de apoio ao setor. Entre elas, estão a eliminação total dos tributos federais sobre a comercialização do etanol carburante e oferta de financiamentos para estocagem e renovação do canavial, que alcançaram mais de R$ 6 bilhões, apenas para a última safra. A representatividade da produção brasileira foi destacada pelo ministro.

“Aqui está sendo apontado o caminho para que a indústria sucroenergética consolide seu espaço na economia brasileira e na economia mundial. Os produtos de cana já representam 15,7% da oferta interna de energia brasileira, se considerarmos o etanol anidro, o hidratado e a bioeletricidade gerada pela biomassa da cana. Ou seja, está quase do tamanho de uma Belo Monte, ficando atrás apenas da hidroeletricidade e do gás natural”, disse Braga.

Além de medidas envolvendo tributos e financiamentos, o governo federal, também para incentivar a produção, estimula a inovação por meio do Plano Conjunto BNDES-Finep de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial, chamado PAISS. O plano vem contribuindo fortemente para a agregação de tecnologia no setor, com verbas que se aproximam de R$ 4 bilhões em financiamento e subvenção.

“Sempre houve a consciência da necessidade de aumentar a produtividade do setor com novas variedades de cana, com as pesquisas do etanol de segunda geração, com a busca permanente da inovação tecnológica. Hoje, estamos vendo uma resposta firme a todos esses questionamentos e desafios”, afirmou o ministro na solenidade em Piracicaba, São Paulo, nesta quarta (22).

Hoje, os derivados de cana já representam 15,7% de nossa matriz energética e trabalhamos para que essa participação possa ser elevada para 17% já nos próximos dez anos. 

Na geração de energia elétrica, a biomassa tem papel de destaque. Nos leilões ocorridos entre 2013 e 2015, mais de 1.100 MW de geração a partir do bagaço de cana foram contratados. E no próximo leilão A-3, estão inscritos 13 empreendimentos, somando 604 MW.

Esta fonte de energia, que em 2014 respondeu por 7,4% da produção total, deverá subir para 8,1% até 2023, estima o governo federal. Porém, em termos absolutos, esse crescimento da biomassa é ainda mais expressivo, já que nossa demanda de energia elétrica dobra a cada 17 anos.

Baixo nível de emissões 

O objetivo do governo federal é manter o Brasil com a matriz energética mais renovável entre as economias emergentes e desenvolvidas. Em acordo recente anunciado pela presidenta Dilma Rousseff nos Estados Unidos, o País busca produzir energia com baixo nível de emissões. Pelo compromisso assumido, em 2030 o Brasil terá 20% da matriz de geração de energia elétrica composta por fontes renováveis, desconsiderando a geração em usinas hidrelétricas. Ainda pelo mesmo compromisso, em 2030 nossa matriz energética deverá ter entre 28% e 33% de fontes renováveis, também excluída a geração hidrelétrica. A produção de energia por meio da biomassa, o biodiesel, e o etanol terão papel fundamental para que o país alcance esse compromisso. 

Alcool de 2ª geração 

Tradicionalmente, o etanol brasileiro é produzido a partir do caldo da cana-de-açúcar. Já o etanol de segunda geração, ou 2G, utiliza como matéria-prima a celulose, ou seja, resíduos florestais e agroindustriais como o bagaço da cana ou a palha. O Brasil vem se firmando na vanguarda dos biocombustíveis, com o início da produção do álcool de segunda geração. Com financiamentos de R$ 507 milhões pelo BNDES, a primeira usina de etanol celulósico já está em operação comercial no Estado de Alagoas e a segunda no Estado de São Paulo. As unidades têm capacidade para produzir 82 e 42 milhões de litros por ano do álcool 2G, respectivamente.

Fonte:

Portal Brasil com informações do MME

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