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"Plano de exportação é base para o futuro”, afirma AEB

Embraer

O governo brasileiro dobrou os recursos do Proex neste ano em relação ao total desembolsado em 2014. O programa conta com R$ 1,6 bilhão em 2015
por Portal Brasil publicado: 11/09/2015 10h13 última modificação: 11/09/2015 15h35

O aprimoramento de ferramentas para estimular as exportações é apontado pelo presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, como uma meta que deve ser permanente. “Temos de ter à disposição do exportador os instrumentos de política de comércio exterior para aumentar as exportações”, sugere.

Nesse sentido, Castro aponta o Plano Nacional de Exportações 2015-2018, lançado em junho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), como um conjunto de “bases para o futuro da política de comércio exterior do Brasil”. “O ministério, dentro das limitações que temos hoje, está tendo uma atuação muito boa. Não só abrindo o mercado dos Estados Unidos, mas facilitando processos e eliminando papel para poupar tempo (no trâmite de exportação)”, afirma.

Mas Castro sugere o aumento de recursos no âmbito do Programa de Financiamento à Exportação (Proex-Equalização), que ajuda as empresas brasileiras a competir com as estrangeiras no mercado internacional.

Segundo Castro, reforçar o Proex-Equalização é importante para o Brasil poder disputar o mercado dos Estados Unidos com os chineses e os europeus. Ele avalia que a retomada da economia americana, em meio à crise da Europa e à desvalorização da moeda chinesa para manter a competitividade, está levando todos os fabricantes de manufaturados a olharem para os EUA. Neste cenário, ele avalia, os brasileiros precisariam do Proex-Equalização para brigar com os concorrentes. “Estamos fora do mercado (de manufaturados) há muito tempo e estamos entrando agora como um exportador novo”, compara.

O governo brasileiro dobrou os recursos do Proex neste ano em relação ao total desembolsado em 2014. O programa conta com R$ 1,6 bilhão em 2015. O reforço foi parte da reestruturação dos canais exportadores do País, que conta com US$ 2,9 bilhões para operações de pós-embarque financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esse volume de recursos do chamado BNDES-Exim é US$ 900 milhões maior que o total desempenhado no ano passado.

Compromisso

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, diz que o governo “está atento” à reivindicação dos exportadores e afirma que “há o compromisso de garantir este ano um orçamento para o Proex-Equalização que permita a cobertura de todos os pleitos que forem encaminhados”.

A determinação, segundo Monteiro, é da presidenta Dilma Rousseff. “O nosso compromisso é poder atender todas as propostas que foram mapeadas e selecionadas e isso envolve as exportação de serviços e bens. Apesar das limitações, a presidente Dilma garantiu que o Proex terá um orçamento suficiente para a cobertura de toda a demanda nesse ano”, afirma.

De acordo com o ministro, haverá até o final do ano “um crescimento significativo” nos empréstimos. “Temos também registro do Banco do Brasil, que é um importante agente seja do Proex-Equalização, seja do Proex-Financiamento, de que a demanda do crédito para exportação tem sido crescente”, diz.

Fonte: Portal Brasil

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